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Neozelandeses recusam mudar bandeira do país

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Resultados preliminares do referendo convocado pelo governo indicam que maioria dos eleitores que participaram no plebiscito, cerca de metade da população, não quer substituir a atual bandeira, que mantém símbolos da colonização britânica

Os neozelandeses votaram contra a mudança de bandeira do país no referendo nacional convocado para o efeito, de acordo com os resultados preliminares da votação divulgados esta quinta-feira de manhã.

A população neozelandesa foi convocada a ditar no plebiscito se queria alterar a bandeira nacional, que inclui símbolos da Union Jack, a bandeira do Reino Unido, por uma bandeira com um design batizado de Silver Fern ('Feto Prateado'), que foi escolhido numa outra votação em 2015 como a alternativa final à bandeira do país.

Os resultados preliminares mostram que 56,6% da população prefere manter a bandeira que representa o país desde 1971. Cerca de 43% dos eleitores que foram votar optaram pelo novo design. Apenas 2,1 milhões participaram no plebiscito, cerca de metade do total de habitantes elegíveis para votar.

Os resultados preliminares foram apresentados pelo primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, por volta das 19h locais (6h da manhã desta quinta-feira em Lisboa). Key é um dos grandes defensores da alteração da bandeira, embora tenha pedido aos neozelandeses que "abracem" a decisão da maioria.

A atual bandeira neozelandesa contém o legado da colonização do país pelo Reino Unido, o grande motivo pelo qual Key e parte da população queriam alterar o seu design. A opção apresentada, e aparentemente rejeitada, combina as quatro estrelas vermelhas que representam a constelação conhecida como Cruzeiro do Sul, também presente na atual bandeira, e um feto prateado e preto no canto, os dois símbolos associados à Nova Zelândia e à sua famosa equipa de rugby. Os resultados finais do referendo deverão ser apresentados na próxima semana.