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Concorrente da Uber acusada de fazer 400 mil pedidos de transporte falsos

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Será um caso em que o feitiço se vira contra o feiticeiro? A Ola, rival indiana da Uber, é acusada de ter criado 90 mil contas através das quais os inundaram de falsos pedidos de transporte. Mas a própria Uber já foi acusada de levar a cabo esse tipo de prática no passado

A Uber apresentou queixa num tribunal indiano contra a sua rival no país, Ola. Acusa a empresa de ter criado 90 mil contas através das quais foram feitos 400 mil pedidos de transporte falsos.

As contas na Uber foram criadas através de números de telefone falsos e os pedidos de transporte acabaram por ser cancelados em cima da hora.

A Uber indicou ao alto tribunal indiano que a prática lhes causou avultados prejuízos e pretende ser indemnizada em 6,6 milhões de euros.

“Frivola e falsa” foram os adjetivos usados pela empresa indiana para classificar a acusação, afirmando que a sua concorrente, sediada nos Estados Unidos, terá instaurado o processo devido às dificuldades que está a ter no mercado indiano. “Não nos custa imaginar que isto seja uma tentativa de desviar as atenções da atual realidade de um mercado onde a Uber tem conhecido adversidades”, referiu a Ola em comunicado.

O tribunal deu quatro semanas para a empresa apresentar uma resposta detalhada às acusações de que é alvo e o início das audições foi agendado para setembro.

O mesmo tipo de acusação contra a Uber nos Estados Unidos

Há dois anos a Uber foi, contudo, acusada de ter levado a cabo o mesmo tipo de prática contra a Lyft, sua rival em São Francisco. Cerca de 177 funcionários da Uber terão feito 5560 pedidos falsos de transporte, segundo indicou na altura a Lyft. A empresa indicou que percebeu que os falsos pedidos estariam ligados à Uber por as contas em causa terem sido criadas com recurso a números de telefone que haviam sido usados anteriormente para tentar recrutar os seus motoristas.

O processo apresentado agora na Índia contra a Ola, ocorre após as viaturas de 62 condutores ao serviço da Uber terem sido recentemente confiscadas devido a ausência de licenças, assim como as de 24 condutores ao serviço da Ola, em Bangalore, obrigando ambas as empresas a deixar de operar nesse local.

A Ola também já fora anteriormente acusada de efetuar falsos pedidos de transporte para a Jugnoo, empresa agregadora de tuc-tucs.