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Procurador belga revela que há quatro suspeitos nos atentados de Bruxelas

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Polícia federal belga

Em conferência de imprensa, o procurador federal belga esclareceu que há um total de quatro suspeitos de envolvimento direto nos ataques, sem revelar a identidade do homem que foi detido durante as buscas em Anderlecht

Continua a monte um dos suspeitos dos atentados de Bruxelas, confirmou esta quarta-feira o procurador federal da Bélgica, Frederic Van Leeuw. Em conferência de imprensa, o procurador revelou que o homem detido durante as buscas na zona de Anderlecht não é Najim Laachraoui, como a imprensa belga tinha avançado esta manhã.

Segundo informações avançadas pelo procurador, no aeroporto de Zaventem estariam dois bombistas suicidas acompanhados por um terceiro homem, o do chapéu preto que aparece nas imagens de segurança captadas no aeroporto de Zaventem e que a imprensa belga identifica como Najim Laachraoui. Um quarto homem fez-se explodir na estação de metro de Maelbeek.

O procurador confirmou que dois dos dois homens que se fizeram explodir eram os irmãos Jalid e Ibrahim El Bakraoui, de 27 e 30 anos respetivamente, identificados através das impressões digitais. O mais velho fez-se explodir junto dos balcões de partidas do aeroporto de Zaventem cerca das 8h em Bruxelas (7h em Lisboa) e o mais novo fê-lo na estação de metro de Maelbeek, uma hora depois.

Por identificar estão o terceiro bombista, que se fez explodir no aeroporto, e o homem do chapéu preto que a imprensa identifica como Najim Laachraoui, de 25 naos. Laachraoui já estava na mira das autoridades após o seu ADN ter sido encontrado em casas utilizadas pelos terroristas que planearam os ataques de Paris em novembro, segundo explicou a procuradoria belga na segunda-feira.

O procurador não revelou a identidade da pessoa detida para interrogatório em Anderlecht, sem adiantar se o faz na qualidade de suspeito ou testemunha.

Para mais, uma busca a um apartamento no bairro de Schaerbeek teve como resultado a apreensão de um "arsenal" para construir explosivos, incluindo 30 litros de água oxigenada, 150 litros de acetona, detonadoras, entre outros materiais.

A conferência serviu para adiantar alguns pormenores sobre as investigações na Bélgica, que "provavelmente se prolongarão durante muitos dias". Garantindo compreender a "necessidade" do público e dos media de saberem novas informações sobre o caso, Van Leeuw afirmou que não é "desejável" continuar a dar informações sobre as investigações, pois tal pode prejudicar o trabalho da procuradoria.