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Austrália detém estudante de 16 anos “que transferia dinheiro para o Daesh”

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Raides da polícia australiana em Sydney, esta terça-feira, no rescaldo dos atentados em Bruxelas, culminaram na detenção de uma adolescente e de um seu cúmplice de 20 anos, que lhe daria o dinheiro depois transferido por ela para a Síria. Ambos enfrentam pena máxima de 25 anos de prisão por suspeitas de financiarem grupos terroristas

Uma estudante de Sydney, de 16 anos, vai ser julgada por suspeitas de financiar grupos terroristas, enfrentando uma pena de até 25 anos de prisão por alegadas transferências de dinheiro feitas a partir da Austrália, via Western Union, para o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) na Síria.

A rapariga e um seu cúmplice, de 20 anos, que alegadamente lhe daria o dinheiro depois transferido por ela para o grupo terrorista, foram detidos esta terça-feira à tarde, durante raides das autoridades australianas no rescaldo dos atentados do Daesh em Bruxelas. De acordo com fontes da polícia, o casal foi capturado num parque de Sydney onde se tinha encontrado para discutir formas de enviar mais dinheiro para os jiadistas.

O homem, que os media locais identificam como Milad Atai, já tinha sido detido nos abrangentes raides de contraterrorismo levados a cabo na Austrália em setembro de 2014. De acordo com a Australian Broadcasting Corp., Atai estava sob investigação há vários meses sob suspeitas de ligações à morte de Curtis Cheng, um tesoureiro da polícia que foi abatido a tiro por Farhad Jabar, de 15 anos.

Outros media dizem que os dois detidos criaram "uma rota sofisticada de facilitação" de transferência de fundos para o Daesh na Síria, suspeitando-se que conseguiram completar uma série de transferências no valor de milhares de dólares.

Reagindo às detenções, a vice-comissária da polícia do estado de Nova Gales do Sul lamentou que o radicalismo esteja a conseguir impregnar-se entre os jovens australianos. "É aterrador que continuemos a lidar com crianças e adolescentes neste ambiente", declarou Catherine Burn aos jornalistas.