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Operação policial em curso na comuna de Schaerbeek

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Foi num apartamento da rua Henri Bergé, na comuna bruxelense de Schaerbeek, que as autoridades belgas encontraram em dezembro explosivos e impressões digitais de Salah Abdeslam

Emmanuel Dunand

Informação está a ser avançada pela televisão RTBF, que cita fontes das autoridades federais. Foi num apartamento desta comuna da capital belga que, em dezembro, a polícia do país encontrou as impressões digitais de Salah Abdeslam e cintos de explosivos, no rescaldo dos atentados de Paris

A televisão pública belga RTBF diz que as autoridades federais do país estão a levar a cabo uma operação de buscas na comuna de Schaerbeek, nos arredores da capital de Bruxelas, estando à procura de suspeitos que possam estar envolvidos nos atentados que abalaram o coração da União Europeia esta manhã.

A informação foi avançada ao canal por fontes da polícia sob anonimato, sem mais dados para já. Foi na região de Schaerbeek que, em dezembro, as autoridades belgas, numa operação conjunta com a polícia francesa, encontraram as impressões digitais de Salah Abdeslam, tido como o cérebro dos atentados de 13 de novembro em Paris.

A comuna dista cerca de 43 quilómetros da cidade de Bruxelas e apenas 13 quilómetros do aeroporto de Zaventem, onde pelas 8h da manhã locais (menos uma hora em Lisboa) se deram as primeiras duas explosões que esta manhã abalaram Bruxelas — às quais se seguiu uma outra na estação de metro de Maelbeek, no coração da capital, frente à Comissão Europeia. Pelo menos 34 pessoas terão perdido a vida nestes ataques, havendo mais de 140 feridos.

As impressões digitais de Abdeslam e os cintos de explosivos encontrados no apartamento da rua Henri Bergé em dezembro foram as primeiras pistas que, em última instância, conduziram à captura do militante do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) na passada sexta-feira em Molenbeek, outro subúrbio de Bruxelas, onde o cidadão francês nascido e criado na Bélgica vivia escondido desde os ataques de novembro em Paris.

Na altura, as autoridades tinham avançado que a região de Schaerbeek funcionava como base do grupo que atacou a capital francesa. O apartamento onde foram detetadas as impressões digitais serviu de "fábrica de produção dos explosivos" que foram usados nos ataques que vitimaram 130 pessoas há quatro meses, o que poderá explicar a operação atualmente em curso nessa zona de Bruxelas.

Em declarações aos canais de televisão belgas, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Didier Reynders, disse temer que cúmplices dos atentados em Bruxelas estejam ainda a monte, dizendo que “as investigações estão a decorrer”, sem confirmar a operação alegadamente em curso na comuna de Schaerbeek.