Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Jiadistas festejam nas redes sociais ataques de Bruxelas

  • 333

TWITTER.COM / DANTONPETER / EPA

Comunicados que circulam na rede social Telegram reivindicam autoria do atentado. “Saibam que os islâmicos têm agora um Estado para os defender”, escreve um apoiante do grupo terrorista no Twitter

Poucas horas depois dos atentados que fizeram pelo menos 34 mortos e 154 feridos em Bruxelas, vários jiadistas recorreram ao Twitter para celebrar o resultado dos ataques.

"Com a autorização de Deus, os leões vieram vingar-se da matança de muçulmanos na Síria e no Iraque", diz um apoiante do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) citado pelo "Vocativ", um website que se dedica a encontrar informações na deep web, não acessíveis ao utilizador comum.

"Bruxelas, se continuares a tua guerra contra a religião de Alá esta será a nossa resposta", ameaça outro internauta, citado pelo "Washington Times".

Outro dos tweets citados pelo "Vocativ" partilha uma imagem de um homem ferido com a legenda "Allahu Akbar, a Bélgica está a arder com os explosivos".

O website adianta ainda que uma figura proeminente num fórum de apoio ao Daesh pediu aos outros utilizadores para mudarem as suas fotografias de perfil do Twitter, trocando-a pela imagem de um pé a pisar a bandeira da Bélgica, e para utilizarem uma hashtag que classifica Bruxelas como "a capital dos infiéis".

A revista "Veja" dá conta de outro tweet em que se pode ler: "O Estado Islâmico irá forçar-vos a reavaliar o vosso pensamento mil vezes antes de se sentirem encorajados a matar islâmicos, e saibam que os islâmicos têm agora um Estado para os defender".

Para mais, embora não tenham sido confirmadas quaisquer reivindicações do Daesh, a revista "Veja" adianta que foram publicados comunicados nas redes sociais que apontam para o envolvimento do grupo terrorista nos ataques. Nos textos, o grupo informa que planeia realizar "outras operações na Europa".

Os atentados desta manhã têm sido ligados ao terrorismo islâmico por terem ocorrido apenas quatro dias depois da detenção de Salah Abdeslam, o cérebro dos atentados que mataram 130 pessoas em Paris, em novembro passado.