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Há quatro meses Daesh levou 12 horas até reivindicar atentados de Paris

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Soldados belgas nas ruas de Bruxelas, esta terça-feira

VINCENT KESSLER / Reuters

Simpatizantes do autoproclamado Estado Islâmico já estão a celebrar os atentados desta terça-feira em Bruxelas, mas para já ainda ninguém assumiu a autoria destes ataques

A Europa está em suspenso à espera de saber quem levou a cabo os dois atentados que esta terça-feira de manhã abalaram a capital belga, provocando pelo menos 34 mortos e mais de 180 feridos, primeiro no aeroporto de Zaventem, o maior de Bruxelas e, horas depois, na estação de metro de Maelbeek, perto da sede da Comissão Europeia.

Há quatro meses, quando na fatídica noite de 13 de novembro Paris foi assolada por uma série de ataques com explosivos e armas de fogo que provocaram 130 mortos, as suspeitas das autoridades e da população recaíram de imediato sobre o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), mas só cerca de 12 horas depois, já a 14 de novembro, é que o grupo a atuar no Iraque e na Síria reivindicava os ataques.

O atentado na capital francesa foi levados a cabo por uma célula do Daesh que estava instalada há meses na comuna bruxelense de Schaerbeek, onde um mês depois as autoridades belgas e francesas encontraram explosivos e as impressões digitais de Salah Abdeslam, o cidadão de nacionalidade francesa nascido e criado em Bruxelas tido como cérebro dos atentados de Paris, que só foi capturado na passada sexta-feira.

Nesse dia, o militante do Daesh assumiu às autoridades belgas que estava a preparar um atentado em Bruxelas, o que reforça as suspeitas de que tenha sido o grupo terrorista a ordenar os atentados desta terça-feira no coração da União Europeia. Mas apesar de simpatizantes do grupo estarem a celebrar os ataques nas redes sociais, estes não foram ainda reivindicados pelo Daesh.