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Bruxelas está fechada. A Europa ainda não

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YOAN VALAT / EPA

Atentados na capital belga levam ao fecho da fronteira com França e ao encerramento das ligações aéreas e ferroviárias da cidade. Países europeus reforçam segurança

A fronteira entre a Bélgica e a França está fechada. Ninguém passa entre os dois países sem que seja identificado e fiscalizado. Entrar e sair de Bruxelas é ainda mais difícil. O aeroporto de Zaventem, palco de duas explosões, foi evacuado e encerrado, e só deverá ser reaberto amanhã a partir das seis da manhã locais. Apenas os aparelhos que já se encontravam no ar e se preparavam para aterrar em Bruxelas foram autorizados a entrar na pista. Todas as restantes chegadas e partidas foram canceladas ou redirecionadas para outras localidades.

As autoridades belgas determinaram igualmente a interrupção do funcionamento das redes públicas de transportes terrestres e do metropolitano de Bruxelas. As ligações ferroviárias de alta velocidade, das companhias Eurostar e Thalys, de e para a capital a partir de França, Alemanha e Holanda estão também suspensas.

As medidas de segurança estendem-se ao resto do país e também da Europa.

Em Paris, foi reforçado o policiamento nas estações, transportes públicos e aeroportos (Roissy, Orly, Charles De Gaulle e Toulosse) com mais 1600 agentes. O acesso às zonas públicas das gares estão reservadas aos portadores de bilhetes.

Em Londres, a polícia metropolitana aumentou o número de agentes nas ruas e “patrulhas muito visíveis em localizações-chave” à volta da capital britânica, incluindo a rede de transportes.

A Holanda subiu também o grau de segurança nos aeroportos nacionais (Schiphol, Roterdãoo e Eindhoven) e estações de comboio, assim como no controlo da fronteira sul com a Bélgica.

Em Portugal foi decidido o reforço da vigilância e segurança em áreas e locais de maior concentração de pessoas, nomeadamente aeroportos, não se alterando o grau de ameaça.