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Amaq, a agência de notícias que fala em nome do Daesh

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Antes do comunicado oficial do Estado Islâmico, a autoria dos atentados em Bruxelas foi avançada pela única agência de notícias autorizada a trabalhar no califado. Daesh e Amaq falam a uma só voz

Duas horas antes do comunicado oficial do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) a reconhecer a autoria dos atentados em Bruxelas, a agência Amaq confirmava em primeira mão a ligação do grupo terrorista às explosões ocorridas na manhã desta terça-feira no aeroporto de Zaventem e na estação de metro de Maalbeek.

O artigo detalhado, intitulado “Ataques levados a cabo por guerrilheiros do Estado Islâmico atingem Bruxelas, a capital da Bélgica”, avança que elementos do Daesh “abriram fogo no interior do aeroporto internacional antes de vários jiadistas detonarem os seus cintos com explosivos” e que “um mártir bombista detonou o seu cinto de explosivos na estação de metro de Maalbeek”.

A Bélgica é identificada na notícia como “um país que participa na coligação internacional contra o Estado Islâmico”.

A agência de notícias Amaq é a única autorizada a operar no território do califado (Síria, Iraque, mas também Egito, Líbia, Afeganistão e Iémen) e recorrentemente veicula a autoria de atentados do Daesh. Foi, por exemplo, a primeira a dar pormenores sobre o tiroteio em São Bernardino, na Califórnia, que causou 14 mortos e 22 feridos, em dezembro de 2015.

No fim do ano passado, foi identificada como a estrutura gestora de uma app do Daesh, criada para o sistema Android, espécie de portal de notícias que veicula propaganda e vídeos de execuções e vitórias exclusivamente entre os guerrilheiros do grupo jiadista. Num dos vídeos surge o fotojornalista John Cantlie, refém do Daesh desde 2012. No início deste mês de março, a Amaq alargou o público-alvo e começou a publicar as notícias num website público (wordpress) e em inglês.