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Obama. “Embargo a Cuba vai acabar, mas não sei quando”

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou o “espírito de abertura” do presidente de Cuba

CARLOS BARRIA / REUTERS

No discurso que fez durante o encontro histórico com Raúl Castro em Havana, Barack Obama fez questão de sublinhar que Cuba é soberana, mas disse que os Estados Unidos não deixarão de falar em nome da democracia, da iberdade de expressão e dos direitos humanos. “Temos décadas de diferenças”

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse esta segunda-feira que o restabelecimento das relações diplomáticas entre os Estados Unidos e Cuba reveste-se de uma grande força histórica e que este é um “novo dia” para os dois países, lembrando, no entanto, que Cuba é soberana. “O futuro de Cuba será decidido pelos cubanos e por mais ninguém”, afirmou na conferência de imprensa com o presidente cubano, em Havana.

“Não cabe aos Estados Unidos ditar a Cuba como é que eles se devem governar”, afirmou Obama, sobretudo em relação ao cumprimento dos direitos humanos no país.

Obama elogiou o “espírito de abertura” de Raúl Castro, mas disse também que a relação entre os dois governos “não se vai transformar de um dia para o outro”. Obama lembrou que os dois países têm “dois sistemas diferentes de governo, de economia”. “Temos décadas de diferenças.”

O presidente dos Estados Unidos fez ainda referência ao embargo. “Vai acabar, mas não sei quando. E o caminho vai ser continuado para lá da minha administração”, afirmou. “A razão é clara. O que fizemos durante 50 anos não serviu os nossos interesses nem os do povo cubano. Se se continuar repetidamente a fazer algo durante 50 anos e isso não funciona, então talvez faça sentido tentar algo novo.”

O presidente norte-americano disse que o objetivo é criar várias parcerias entre os dois países, incluindo a nível comercial e até em troca de estudantes, e que será uma ajuda abrir a possibilidade de mais americanos chegarem a Cuba.

“Os Estados Unidos e Cuba estão agora mutuamente envolvidos em mais áreas do que alguma vez na vida”, disse. “Se nos mantivermos neste caminho, vamos trazer um futuro mais brilhante, tanto para os cubanos como para os americanos.”