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Biden critica expansão dos colonatos israelitas nos territórios palestinianos

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Molly Riley

Em discurso perante o AIPAC no domingo (madrugada desta segunda-feira em Portugal), vice-presidente dos Estados Unidos exigiu que Israel demonstre o seu compromisso com uma solução de dois Estados na região

Joe Biden fez uso do seu discurso no domingo perante os membros do Comité Israelo-Americano de Assuntos Públicos (AIPAC) para criticar a expansão dos colonatos israelitas em territórios palestinianos, que a comunidade internacional dita ilegais, pedindo ao Estado hebraico que demonstre que está comprometido em alcançar uma solução de dois Estados.

"O processo regular e sistemático de expansão dos colonatos pelo governo israelita, apreendendo território [palestiniano] está, a meu ver, a erodir a possibilidade de uma solução de dois Estados", declarou o vice-presidente norte-americano ao maior grupo de lóbi pró-Israel dos Estados Unidos. "Bibi [alcunha de Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro israelita] acha que isso [a expansão dos colonatos] pode ser acomodada e eu acredito que ele acredita nisso. Mas eu não acredito", acrescentou Biden.

O executivo de Netanyahu continua a levar a cabo o processo de colonização dos territórios palestinianos que a comunidade internacional vê como um dos grandes entraves a um acordo de paz na região. No seu discurso de ontem perante o AIPAC, o número dois da administração Obama criticou essas ações, acusando o atual governo israelita e a Autoridade Palestiniana — o único governo palestiniano reconhecido pela comunidade internacional — de não estarem comprometidos com a solução de dois Estados a ser negociada há duas décadas nos palcos internacionais.

"Não existe vontade política neste momento entre os israelitas ou os palestinianos para avançar com negociações sérias e isso é incrivelmente desapontante", declarou Biden. As suas declarações vêm juntar-se a críticas recorrentes do Presidente norte-americano a Israel ao longo dos seus dois mandatos, que têm conduzido a um esfriar das relações entre os dois grandes aliados.