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Acidente com autocarro faz 13 mortos em Espanha

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Operações de resgate das vítimas do acidente que envolveu um autocarro de passageiros, em Tarragona, Espanha

JAUME SELLART/EPA

Pelo menos 13 pessoas morreram e 43 ficaram feridas na sequência de um despiste de um autocarro com estudantes Erasmus, que regressavam a Barcelona depois de uma visita a Valência

Pelo menos 13 pessoas morreram este domingo na colisão entre um autocarro e um carro na estrada AP-7 no município de Freginals, Tarragona, em Espanha, informou a Proteção Civil da Generalitat da Catalunha.

O balanço oficial feito inicialmente pelas autoridades catalãs apontava para 14 mortos, mas foi algumas horas mais tarde retificado para 13.

O presidente da Generalitat, Carles Pugdemont, especificou que todos os estudantes mortos neste acidente eram mulheres, que estudavam na Universidade de Barcelona.

No autocarro seguiam estudantes Erasmus de 16 nacionalidades: Hungria, Alemanha, Suécia, Noruega, Suíça, República Checa, Nova Zelândia, Reino Unido, Itália, Peru, Bulgária, Polónia, Irlanda, Palestina, Japão e Ucrânia.

A divulgação das nacionalidades dos estudantes pelas autoridades espanholas comprova que a bordo não seguiam estudantes de nacionalidade portuguesa. Ao final da manhã, o Cônsul-Geral de Portugal em Barcelona, Paulo Teles da Gama, tinha já garantido à agência Lusa não existir qualquer indicação por parte das autoridades da Catalunha da presença de portugueses entre os envolvidos no acidente.

O grupo que seguia no autocarro regressava a Barcelona depois de um dia em Valência onde assistiu às festas tradicionais da cidade, conhecidas por Fallas. O Departamento do Interior do governo catalão acrescentou ainda que a maioria dos viajantes eram estudante Erasmus.

O autocarro, que pertence a uma empresa de Mollet del Vallès (Barcelona), transportava 56 pessoas. As autoridades espanholas garantem que nenhum dos 43 feridos, entre os quais o condutor do autocarro acidentado, corre risco de vida, embora nove permaneçam em estado grave. Um dos feridos estará mesmo em estado considerado crítico.

As causas do despiste são ainda desconhecidas, mas segundo o responsável pelo Departamento do Interior do governo catalão, Jordi Jané, os primeiros indícios apontam para um possível erro humano.

Testes realizados ao condutor do autocarro não detetaram a presença de drogas ou álcool no sangue, segundo confirmou o Supremo Tribunal de Justiça da Catalunha.

Informações recolhidas pouco depois do desastre pela agência de notícias espanhola EFE davam conta que o autocarro teria perdido o controlo, galgando o separador da estrada e colidindo com um veículo que seguia no sentido contrário.

[Notícia atualizada às 15h]