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Cabecilha dos atentados de Paris recusa extradição para França

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FRANCOIS LENOIR/REUTERS

Salah Abdeslam foi formalmente acusado de participação em homicídio terrorista. Advogado garante que o jovem está a cooperar com as autoridades, mas rejeita ser extraditado para França

Depois de várias horas a ser ouvido pelas autoridades em Bruxelas, Salah Abdeslam, o cérebro dos atentados de Paris, foi formalmente acusado este sábado de participação em homicídio terrorista.

O jovem francês, de 26 anos, que foi detido na sexta-feira no bairro belga de Molenbeck – quatro meses depois dos ataques na capital francesa –, “está a cooperar com a justiça belga”, mas recusa ser extraditado para o país, avançou o advogado Sven Mary, citado pela Reuters.

Este facto poderá atrasar o processo de extradição anunciado ontem pelo Presidente francês, François Hollande, numa conferência de imprensa com o primeiro-ministro belga, Charles Michel. No entanto, não será difícil o terrorista ser extraditado para França, uma vez que era alvo de um mandado de detenção internacional.

Salah Abdeslam passou esta noite no hospital, na sequência de ferimentos numa perna durante a operação policial, e foi transferido de ambulância esta tarde para uma prisão de alta segurança em Bruges.

As autoridades acreditam que o jovem francês poderá ceder informações importantes sobre os atentados de 13 de novembro e o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh). “Pode estar aqui uma oportunidade para localizar novas células terroristas que existem certamente por aí”, sublinhou o ministro dos Negócios Estrangeiros belga, Didier Reynders.

O Presidente francês afirmou na sexta-feira que a detenção de Salah Abdeslam foi um importante momento, mas alertou que a “batalha contra o terrorismo não terminou, não constituindo por isso uma vitória”.