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Vídeo abre polémica: guarda costeira turca acusada de atacar barco de refugiados, autoridades negam

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Vídeo do incidente mostra agentes da guarda costeira turca a atingirem com bastões um barco de migrantes. Autoridades dizem que o objetivo era apenas “parar o barco sem magoar os ocupantes”

São trinta segundos em que os gritos são bem audíveis e o que se passa é difícil de perceber, excepto que há golpes com bastões, um barco de refugiados e um barco da guarda costeira turca envolvidos. O vídeo, divulgado pela BBC, está a causar polémica porque parece mostrar as autoridades turcas a agredirem os migrantes.

O incidente aconteceu em águas turcas no sábado passado, quando o barco de migrantes tentava alcançar a ilha grega de Lesbos, principal porta de entrada na Europa para quem atravessa o mar Egeu. Os viajantes queixam-se das agressões da guarda costeira, mas as autoridades turcas já negaram as acusações, argumentando que estavam apenas a "tentar parar o barco sem magoar os ocupantes", conforme cita a televisão britânica.

Um dos agentes da guarda costeira turca disse que o objetivo era cumprir os procedimentos padrão neste tipo de casos, que consiste em atar o barco dos refugiados ao das autoridades e levá-lo de volta à Turquia, mas que "este barco não desligou o motor e seguiu viagem até à Grécia".

Segundo o correspondente da BBC em Istambul, Mark Lowen, a maior parte das patrulhas que opera na costa turca e grega é composto por profissionais que ajudam regularmente os migrantes a chegarem às praias a salvo. No entanto, esta não é a primeira vez que testemunhos de agressões semelhantes chegam à imprensa internacional.

O website "Migrant Report" confirma o relato dos migrantes e já divulgou fotografias do incidente no Twitter.

Os relatos chegam numa altura de tensão entre a União Europeia e a Turquia, que acabam de chegar a acordo nesta sexta-feira para travar o fluxo de migrantes em direção à Europa.

As negociações foram dificultadas por quatro pontos de divergência, entre os quais a legalidade do mecanismo que permitirá devolver à Turquia todos os migrantes que chegarem de forma ilegal às ilhas gregas e o pedido do país para receber mais 3 mil milhões de euros até 2018 para ajudar na gestão dos refugiados.