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Morreu o primeiro membro do governo alemão a assumir abertamente a sua homossexualidade

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Guido Westerwelle, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros alemão

MICHAEL KAPPELER/EPA

É conhecido o episódio em que confrontou o presidente da Bielorrússia sobre as violações de direitos humanos. Alexander Lukashenko não se conteve e respondeu “é melhor ser ditador do que gay”

Cristina Peres

Cristina Peres

Jornalista de Internacional

Os políticos alemães prestam homenagem a Guido Westerwelle, falecido esta sexta-feira à tarde de complicações associadas à quimioterapia usada na luta contra a leucemia que lhe foi diagnosticada há dois anos. Tinha 54 anos e uma carreira política de renome.

Westerwelle, o primeiro líder de partido político alemão a assumir a sua homossexualidade, foi vice-chanceler de Angela Merkel enquanto parceiro de coligação pelos liberais, e ministro dos Negócios Estrangeiros durante quatro anos, de 2009 a 2013.

É conhecido o episódio em que confrontou o presidente da Bielorrússia sobre as violações de direitos humanos, no que definiu como sendo a "última ditadura da Europa". Alexander Lukashenko não se conteve e respondeu "é melhor ser ditador do que gay".

Guido Westerwelle liderou os liberais de 2001 (tinha apenas 39 anos) até à derrota eleitoral em 2011, quando o seu partido pela primeira vez desde 1949 não alcançou nos escrutínios o mínimo de 5% exigido para entrar no Parlamento. Manteve, no entanto, a pasta dos Negócios Estrangeiros até às eleições gerais de 2013.

O seu sucessor no cargo, o social-democrata Frank-Walter Steinmeier, elogiou o compromisso empenhado de Westerwelle com a Alemanha e a Europa chamando-lhe um "verdadeiro patriota".