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Michel e Hollande emocionados com detenção de terrorista. “Mas a luta não acabou”

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STEPHANIE LECOCQ / EPA

É oficial: três jiadistas foram detidos na Bélgica, incluindo Salah Abdeslam. Trata-se do terrorista mais procurado da Europa, foi o cabecilha dos atentados de Paris e estava em fuga há meses

Foi com alguma emoção que Charles Michel, primeiro-ministro da Bélgica, e François Hollande, presidente francês, falaram na conferência de imprensa conjunta desta noite de sexta-feira, poucas horas depois dos raides policiais em Bruxelas.

Os dois estadistas confirmaram a prisão de três jiadistas em Molenbeek e o nome do terrorista Salah Abdeslam, o mentor dos atentados terroristas em Paris, a 13 de novembro do ano passado. Lembraram que recaía sobre o suspeito de 26 anos um mandado de captura internacional.

Charles Michel revelou que se realizaram 100 operações das polícias em território belga. E salientou "o sucesso nesta batalha contra o terrorismo".

O presidente de França também felicitou o trabalho das forças de segurança dos dois países, que atuaram em conjunto, advertindo no entanto que a investigação está longe do fim. "Haverá certamente mais detenções", avisou.

Três dias depois de realizarem uma operação a sul de Bruxelas, em Forest, os agentes voltaram a Molenbeck, um dos bairros com maiores ligações ao extremismo islâmico
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Três dias depois de realizarem uma operação a sul de Bruxelas, em Forest, os agentes voltaram a Molenbeck, um dos bairros com maiores ligações ao extremismo islâmico

FRANÇOIS LENOIR/REUTERS

Operação foi desencadeada na sequência da descoberta de impressões digitais num apartamento de Forest do suspeito mais procurado por envolvimento nos ataques de Paris, Salah Abdeslam
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Operação foi desencadeada na sequência da descoberta de impressões digitais num apartamento de Forest do suspeito mais procurado por envolvimento nos ataques de Paris, Salah Abdeslam

REUTERS TV

A polícia confirmou a detenção de Abdeslam, que ficou ferido numa perna durante o assalto policial
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A polícia confirmou a detenção de Abdeslam, que ficou ferido numa perna durante o assalto policial

JOHN THYS/GETTY IMAGES

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LAURENT DUBRULE/EPA

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HANDOUT

A informação já é oficial. Dois outros suspeitos foram detidos nesta operação. As suas identidades não foram fornecidas
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A informação já é oficial. Dois outros suspeitos foram detidos nesta operação. As suas identidades não foram fornecidas

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LAURENT DUBRULE

François Hollande lembrou sobretudo "as vítimas do terrorismo" e os familiares que perderam os entes queridos nos ataques recentes em Paris. Para o presidente francês, "esta busca pela Justiça não estará terminada" enquanto não forem capturados e julgados todas as pessoas envolvidas direta e indiretamente nos ataques terroristas.

No discurso fez também questão de mencionar que "tudo isto" traz de volta a origem do problema: a Síria. "É de lá que saem muitos destes combatentes", afirmou. E rematou com algum dramatismo: "A luta não acabou".

Esta sexta-feira de tarde, Salah Abdeslam, cabecilha dos ataques de 13 de novembro em Paris, foi ferido e neutralizado pela polícia.