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Mais de uma dúzia de soldados americanos castigados por ataque a hospital afegão

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General John Campbell (de pé, a apertar uma garrafa de água) é o comandante das forças norte-americanas no Afeganistão

© Massoud Hossaini / Reuters

Pentágono reconheceu que ataque a hospital dos Médicos sem Fronteiras em Kunduz no ano passado, que provocou a morte de 42 pessoas, foi um “erro”. Nenhum soldado vai enfrentar acusações criminais pelo incidente

O Exército norte-americano avançou esta sexta-feira que disciplinou mais de uma dúzia de soldados após um ataque aéreo a um hospital dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) em Kunduz, no Afeganistão, ter vitimado 42 pessoas no ano passado.

O Pentágono já tinha reconhecido que o bombardeamento do hospital gerido pela ONG internacional tinha sido fruto de um "erro humano", aplicando agora castigos a vários soldados envolvidos no incidente. Nenhum irá enfrentar acusações criminais pelo sucedido.

As sanções aos soldados não foram tornadas públicas, mas a Associated Press diz que são sobretudo "administrativas". Alguns terão recebido reprimendas formais e outros terão sido suspensos. Nenhuma alta patente foi responsabilizada nem alvo de castigos.

Uma porta-voz dos MSF, que à data do incidente exigiram uma investigação internacional, disse à agência que não irá comentar a notícia enquanto o Pentágono não for transparente sobre que castigos foram aplicados a quem.