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Ordem dos Advogados diz que divulgação das escutas na Lava Jato ameaça “legalidade democrática”

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ADRIANO MACHADO / Reuters

Os advogados brasileiros dizem que o procedimento do juiz Moro é “típico dos estados policiais, coloca em risco a soberania nacional e deve ser repudiado, como seria em qualquer República democrática do mundo”. Em comunicado, a Ordem do Estado do Rio de Janeiro pede “serenidade” para que “as instituições sejam preservadas”, e lembra que “os fins não justificam os meios”

Os advogados brasileiros estão preocupados com a “divulgação seletiva em órgãos da imprensa” dos conteúdos do “grampo” (escutas) que foi feito aos telefones de Dilma Rousseff, e do ex-Presidente Lula da Silva. Em comunicado, a Ordem dos Advogados do Brasil, Secção do Estado do Rio de Janeiro (OAB/RJ), manifesta “sua preocupação com a preservação da legalidade e dos pressupostos do Estado Democrático de Direito”.

Os advogados condenam o “procedimento do magistrado” Sérgio Moro, que consideram ser “típico dos estados policiais”, colocando “em risco a soberania nacional”.

Na opinião destes juristas o método processual adotado pelo juiz “deve ser repudiado, como seria em qualquer República democrática do mundo”.

Preocupados com a gravidade do momento, e “o atual cenário de forte acirramento de ânimos”, os advogados do estado do Rio exigem que o poder judiciário atue “estritamente de acordo com a Constituição e não se deixe contaminar por paixões ideológicas. A serenidade deve prevalecer sobre a paixão política, de modo que as instituições sejam preservadas”.

Para terminar e afastar os fantasmas do golpe de 1964, lembram que a “democracia foi reconquistada no país após muita luta, e não pode ser colocada em risco por ações voluntaristas de quem quer que seja. Os fins não justificam os meios”.