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Wagner “Pablo Escobar” Moura: “Há um ódio político muito grande no ar”

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O ator da série “Narcos” usou as redes sociais para dizer o que pensa sobre o atual momento na política brasileira

Wagner Moura lamentou esta quarta-feira o atual momento que o Brasil está a atravessar. Num vídeo com pouco mais de dois minutos, e que foi partilhado na sua página do Facebook, o ator que dá vida a Pablo Escobar na série “Narcos”, considerou que o mais importante é uma justiça sem influência política e sublinhou que o país está dividido: “ou se é coxinha ou se é petralha”.

“Há no ar um ódio político muito grande. Já não consigo falar com os meus amigos, que odeiam o PT [Partido Trabalhista] e acham que tudo é válido para o tirar do poder, como se a corrupção no Brasil morasse num só partido”, disse.

Wagner Moura diz-se preocupado com o rumo que as investigações estão a levar, falando mesmo em “prisões mediáticas”, que são manipuladas pela “agenda política, pelo circo mediático e para uma boa parte da população brasileira bater palmas”.

“Quero que os políticos corruptos sejam investigados, julgados, condenados e presos. Mas eu quero que isto tudo aconteça de uma forma democrática e que siga o código penal brasileiro. Sou a favor das investigações mas sou mais a favor da democracia e do Estado de Direito. E sou por uma investigação desprovida de ódio politico”, justificou.

Este vídeo e estas declarações do ator geraram alguma polémica. No Twitter, por exemplo, o tópico 'Wagner Moura' chegou mesmo a estar entre os mais comentados no Brasil. Já na publicação no Facebook, há milhares de comentários e outros tantos milhares de partilhas.

As opiniões, uma vez mais, dividem-se. Por um lado há insultos (“Patético, Wagner”, “Que vergonha”, “Incoerente”, “Petista camuflado de neutralidade”, “Como é que alguém que tem status de inteligente consegue ser tão alianado?”), por outro há o apoio (“É muito boa a sua avaliação”, “Wagner sempre coerente em suas colocações"”, “Parabéns. Defender o estado democrático de direito não é defender a corrupção”, “Belas palavras Wagner!!”).

Neste momento o cenário político no Brasil fica a cada dia que passa mais confuso. O descontentamento com o governo de Dilma Rousseff já não é propriamente coisa nova, aliás foi mesmo pedido o impeachment da Presidente, mas a situação ficou bem mais complicada. As manifestações, com milhares de brasileiros, contra e a favor estão a ficar cada vez mais comuns.

Dilma Rousseff foi buscar o ex-presidente Lula da Silva para ocupar o cargo de ministro da Casa Civil, numa manobra política em que Lula consegue proteção legal no âmbito do megaprocesso de corrupção conhecido como Operação Lava Jato.