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Orgulho e persistência: Colette já é doutora. Tem 91 anos

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Um grau que costuma levar três anos levou mais de 30 a ser atribuído. Pode não parecer, mas é um feito

Rafael Silva

Uma mulher com 91 anos tornou-se na pessoa mais velha em França a obter o grau de doutora, depois de ter completado a tese que tinha iniciado há mais de 30 anos. Colette Bourlier defendeu terça-feira um estudo sobre trabalhadores imigrantes. Apresentou-o na Universidade de Franche-Comte, onde tinha iniciado o doutoramento em 1983, depois de se reformar.

O trabalho baseou-se na sua própria experiência como professora em programas de literacia para imigrantes na cidade de Besancon, no leste de França. "Trabalhadores imigrantes em Besancon na segunda metade do século XX" é o nome da tese apresentada e avaliada com alta distinção pelo júri presente.

Colette diz que o trabalho demorou "um bocado" porque "ia fazendo pausas". Serge Ormaux, professor, reconhece que "ela é provavelmente a única pessoa que sabia todos os detalhes e que era capaz de relacionar tudo".