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Gangue de extrema-direita fingia ser da polícia para roubar refugiados em Calais

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Cinco homens da cidade francesa formavam cordões policiais falsos para extorquir dinheiro e telemóveis dos requerentes de asilo que tentavam embarcar em camiões para fugirem da "selva de Calais" e chegarem ao Reino Unido. Aguardarão pelo julgamento em liberdade

Um grupo de cinco habitantes de Calais, entre 14 e 19 anos de idade, incluindo o fundador de um movimento de extrema-direita anti-imigração nesta localidade francesa, foram detidos pela polícia após terem admitido que fingiram ser agentes das forças de segurança para roubarem refugiados.

As autoridades dizem que o gangue levou a cabo pelo menos sete ataques desde o início deste ano na chamada "selva de Calais", onde a cada semana se amontoam mais e mais requentes de asilo fugidos de guerras e repressões no Médio Oriente e em África.

O modus operandi desses ataques passava pela formação de um falso cordão policial à entrada do túnel sob o Canal da Mancha, com os cinco homens armados com barras de metal a intercetarem os refugiados que tentavam embarcar em camiões, às escondidas, para conseguirem sair de Calais em direção ao Reino Unido. A notícia foi avançada pelo canal iTele, que diz que o gangue conseguiu extorquir 4 mil euros em dinheiro e telemóveis às pessoas que abordou. Sempre que alguém se aproximava, gritavam "polícia!", exigindo logo de seguida dinheiro e bens.

Segundo o "The Independent", os homens já condefssaram os crimes e estão em liberdade a aguardar a primeira audiência do julgamento em Boulogne-sur-Mer.