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Caça aos terroristas em Bruxelas entra no segundo dia

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OLIVIER HOSLET / EPA

Polícia belga continua à procura de dois suspeitos que conseguiram fugir depois do ataque surpresa das autoridades belgas e francesas, esta terça-feira, durante buscas a um apartamento da comuna de Forest, Bruxelas. Homem que foi morto no tiroteio era argelino e estava ilegal no país. No apartamento alvo de buscas foram encontrados um livro sobre salafismo e uma bandeira do Estado Islâmico

A operação antiterrorismo iniciada esta terça-feira pelas autoridades belgas em parceria com a polícia francesa prolongou-se madrugada dentro e entrou esta manhã no segundo dia consecutivo, com agentes das forças de segurança dos dois países à procura de dois suspeitos de terem atacado uma equipa da polícia durante buscas num apartamento da comuna de Forest, em Bruxelas.

A morte de um dos suspeitos e a fuga dos outros dois já foi confirmada esta manhã pelo procurador federal belga Frédéric van Leeuw numa conferência de imprensa. O mesmo responsável adiantou que no apartamento alvo de buscas, foram encontrados um livro sobre salafismo e uma bandeira do Estado Islâmico. O agressor morto, identificado como Belkaïd Mohammed, é de nacionalidade argelina e encontrava-se ilegalmente na Bélgica, indicou a procuradoria federal.

O raide foi mais um a ser levado a cabo desde o final do ano passado, no âmbito da investigação aos atentados jiadistas de 13 de novembro em Paris, que provocaram 130 mortos e que foram reivindicados pelo autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

Um dos homens que atacou a polícia com kalashnikovs durante essas buscas foi abatido, com quatro agentes da polícia, incluindo uma agente francesa, a ficarem feridos nessa troca de tiros no subúrbio de Bruxelas.

A capital belga e centro operativo da União Europeia está em alerta máximo desde que foi confirmado que parte dos militantes do Daesh que participaram nos atentados de Paris viviam na cidade. A polícia continua esta quarta-feira à procura de um, dois ou possivelmente mais suspeitos de envolvimento no tiroteio da véspera em Forest.

Seis dos 197 indivíduos que abandonaram a Bélgica para se juntarem à Jihad do Daesh no Iraque e na Síria viviam na comuna de Forest, apontam as autoridades, referindo que até agora a cidade não era conhecida por albergar qualquer extremista.

[Notícia atualizada às 11h02]