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A poucos dias da visita de Obama a Cuba, EUA aliviam restrições de viagens e transações bancárias

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Em abril deste ano, Barack Obama e o seu homólogo cubano Raul Castro encontraram-se no Panamá

GETTY

“The New York Times” refere “alterações regulatórias mais significativas” dos EUA em relação à ilha comunista desde a retomada de relações em dezembro, após décadas de divórcio diplomático. Presidente norte-americano aterra em Havana na segunda-feira para a primeira visita a Cuba de um líder dos EUA em funções em mais de 80 anos

A administração Obama vai autorizar que norte-americanos viajem até Cuba em visitas educacionais, bem como elevar o limite máximo de dólares que pode ser transferido de contas americanas para contas bancárias cubanas, em mais um esforço de alívio das restrições impostas ao longo de décadas pelos Estados Unidos à ilha comunista. O anúncio da Casa Branca, esta terça-feira, surgiu a poucos dias da histórica visita oficial de Barack Obama a Havana, que contece a 21 e 22 de março.

De acordo com o "The New York Times", o alívio das restrições em transações bancárias e viagens é "uma das alterações regulatórias mais significativas do Departamento do Comércio e do Tesouro" nos esforços de normalização das relações EUA-Cuba, depois de em dezembro Obama e o homólogo cubano Raúl Castro terem anunciado oficialmente o fim do divórcio diplomático entre as duas nações, em vigor desde a chamada crise dos mísseis cubanos na década de 60.

Barack Obama aterra na capital cubana na próxima segunda-feira, 21 de março, naquela que é a primeira visita de um Presidente norte-americano em funções a Cuba em mais de 80 anos. Segundo o vice-assessor da Casa Branca para a Segurança, Ben Rhodes, o Presidente norte-americano vai encontrar-se com membros da sociedade civil, empresários e 10 a 15 dissidentes, tendo já prometido falar sobre questões de Direitos Humanos aquando dessa visita.