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Erdogan quer “alargar definição de terrorismo“ para incluir jornalistas, ativistas e advogados

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O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan

ADEM ALTAN / AFP / Getty Images

Sugestão foi feita na segunda-feira à noite, um dia depois de Ancara ter sido palco de um novo atentado que provocou pelo menos 37 mortos e que ainda não foi reivindicado por qualquer grupo

O Presidente da Turquia diz que é "necessário redefinir" o significado da palavra 'terrorismo' para incluir não só os que perpetram atos terroristas como "os que apoiam tais atos". Para Recep Tayyip Erdogan, não existe qualquer diferença "entre um terrorista a agarrar numa arma ou numa bomba e aqueles que usam a sua posição e caneta para servirem os objetivos" dos terroristas, seja um jornalista, um legislador ou um ativista.

As declarações, citadas pela BBC, foram proferidas na noite de segunda-feira, um dia depois do atentado que vitimou pelo menos 37 pessoas em Ancara, a capital, e que continua por ser reivindicado. Ahmet Davutoglu, atual primeiro-ministro da Turquia, do AKP de Erdogan, já disse publicamente que as provas "quase certamente" apontam responsabilidade ao ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

Horas antes do discurso de Erdogan, a Turquia renovou os bombardeamentos contra alvos curdos, atacando combatentes que lutam contra o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) norte do Iraque e impondo recolher obrigatório em Yuksekova e Nusaybin, duas cidades de maioria curda no sudeste do seu terriório, avança a agência Anadolu. Outro recolher obrigatório deverá começar a ser imposto hoje na cidade de Sirnak, outra localidade de maioria curda também no sudeste do país, onde os riscos de uma nova guerra continuam a aumentar desde o ano passado.