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Aviões russos iniciaram retirada da Síria

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Putin anunciou inesperadamente a retirada de grande parte do seu contingente militar, na altura em que foram retomadas em Genebra as conversações para a paz na Síria

O primeiro grupo de aviões russos abandonaram esta terça-feira a base aérea de Hmeimim na Síria, anunciou o Ministério da Defesa russo, dando inicio à retirada militar inesperadamente anunciada pelo Presidente Vladimir Putin na segunda-feira.

“O primeiro grupo de aviões russos voaram para da base aérea de Hmeimim até às suas bases permanentes na Federação russa”, referiu um comunicado do Ministério da Defesa.

O Ministério referiu que os aparelhos iriam efetuar a viagem de mais de 5 mil quilómetros até à Rússia em pequenos grupos encabeçados por aviões de transporte.

Segunda-feira, no mesmo dia em que foram retomadas em Genebra as conversações de paz, o Presidente russo disse que decidiu retirar a maioria do seu contingente militar da Síria, considerando que o objetivo da intervenção, que iniciaram em setembro passado, já está cumprido.

Os responsáveis dos países ocidentais saudaram com alguma moderação o anúncio , considerando que a decisão poderá pressionar o regime de Bashar al-Assad a envolver-se nas negociações.

Putin telefonou ao seu homólogo sírio, Assad, a comunicar-lhe a decisão na segunda-feira, antes de se ter reunido com os ministros russos da Defesa e dos Negócios Estrangeiros.

O Presidente russo falou também telefonicamente na segunda-feira com o seu homólogo norte-americano, Barack Obama. Ambos os líderes “apelaram à intensificação do processo para uma resolução política” do conflito. Obama saudou a diminuição da violência , sublinhando contudo a necessidade de uma “transição política para o fim da violência na Síria”, indicou a Casa Branca.

Diversas potencias ocidentais, assim como a Turquia e a Arábia Saudita, têm considerado que os bombardeamentos russos na Síria, que têm atingido as diversas forças que combatem contra o regime de Assad, destinaram-se a apoiar o seu sírio mais do que a travar o autodenominado Estado Islâmico (Daesh).

O ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, indicou na segunda-feira que a intervenção na síria causou a morte de 2 mil rebeldes e de 17 comandantes no terreno em luta contra as forças do regime sírio. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos disse que os bombardeamentos sírios causaram a morte de 4408 pessoas, entre as quais 1733 civis.