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Turquia. Comunidade internacional condena atentado em Ancara

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O silêncio diz tudo enquanto os turcos fazem o luto às vítimas do atentado bombista em Ancara

UMIT BEKTAS / REUTERS

O ataque com recurso a um carro armadilhado na capital turca já mereceu duras críticas da comunidade internacional. Países como a Austrália e o Irão, bem como organizações como a NATO, condenam o atentado, que resultou em 37 mortos e mais de uma centena de feridos.

À contestação interna ao atentado bombista deste domingo em Ancara, capital da Turquia, juntam-se várias vozes internacionais, perentórias na condenação do sucedido.

Num país ainda em choque com o terceiro atentado deste tipo desde outubro, a NATO censurou prontamente o ataque. “Condeno fortemente o atentado de hoje junto a uma paragem de autocarro no centro de Ancara”, afirmou em comunicado Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO.

O responsável desejou ainda condolências às famílias das vítimas, reiterando a solidariedade da organização perante “atos de violência tão hediondos”. “Todos os aliados da NATO estão solidários com a Turquia e resolutos na nossa determinação em lutar contra todas as formas de terrorismo.”

As reações de outros países também não se fizeram esperar. Na sua conta de Twitter, o primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy classificou os atos terroristas de domingo na Turquia e na Costa do Marfim de “barbárie”. “Tantos lugares afetados de maneira dramática pelo terror. Condenação e solidariedade, unidos contra a barbárie”, escreveu Rajoy.

As palavras são ecoadas pelos rsponsáveis da Austrália. “Lembra-nos que realmente um ataque terrorista pode ocorrer em qualquer lugar e a qualquer hora. Condenamos totalmente estes bárbaros ataques contra populações civis”, disse a ministra dos Negócios Estrangeiros australiana, Julie Bishop. Bishop conta ainda que o embaixador australiano na Turquia estava, por coincidência, presente a 20 metros da explosão, dentro do seu carro.

Já no Irão, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Husein Jaberi, lamenta o sucedido. “A sucessão de ataques terroristas em várias partes da região e do mundo confirma a necessidade e a urgência de uma confrontação coordenada e unida contra o terrorismo e o extremismo como as ameaças comuns à comunidade internacional”, afirmou o responsável, segundo a agência Lusa.

Um carro carregado de explosivos explodiu este domingo perto de uma estação de autocarros na praça de Kizilay, causando 37 vítimas mortais e mais de uma centena de feridos. A reivindicação do atentado ainda não é clara, apesar de as autoridades turcas terem fortes suspeitas de ligações ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), o movimento separatista curdo, responsável por outros atentados no país.

Recep Tayyip Erdogan, Presidente do país, já veio tranquilizar a população, prometendo justiça contra os terroristas. Ao mesmo tempo estão a ser conduzidas várias operações antiterroristas, entre as quais várias rusgas, um recolher obrigatório no sudeste da Turquia e ataques aéreos às bases rebeldes no norte do Iraque.

Na oposição a Erdogan, os pró-curdos do Partido Democrático do Povo (HDP) também condenaram o sucedido. “É importante sublinhar que nenhum destes terríveis acontecimentos vai conseguir destruir a fraternidade do nosso povo”, garante um comunicado do HDP.