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Internacional

Israel exige sanções ao Irão

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Gali Tibbon/REUTERS

Em causa esteve a realização de testes de mísseis balísticos. O regime de Teerão garante que não violam o acordo nuclear nem as resoluções da ONU

Depois de o Irão ter realizado um novo teste de mísseis balísticos, o primeiro-ministro israelita apelou a novas sanções contra aquele país, alegando que está em causa o acordo histórico alcançado em julho.

Benjamin Netanyahu solicitou ao ministro dos Negócios Estrangeiros israelita que exija ao grupo de países 5+1 (Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Rússia e China) que assinaram o acordo com o Irão uma punição à República Islâmica por violar a resolução das Nações Unidas (ONU).

“As sanções contra o Irão foram importantes como um teste da determinação das maiores potências para reforçar o acordo nuclear com o Irão e, claro, aguardamos [agora] as respostas”, declarou o primeiro-ministro israelita, citado pela agência AP.

Kerry admite novas sanções

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, apelou ao Irão para “agir com moderação”, enquanto os EUA pediram para o país acabar definitivamente com as “ações de provocação”. O secretário de Estado John Kerry admitiu mesmo a possibilidade de serem aprovadas novas sanções contra o país, na sequência de realização destes testes.

No entanto, o Governo iraniano assegura que os testes de mísseis balísticos realizados na última quarta-feira não violam o acordo nuclear, nem as resoluções da ONU.

O acordo alcançado no passado dai 14 de julho previa o levantamento das sanções contra o Irão – que reduziram as exportações de petróleo – e um compromisso para os inspetores da ONU visitarem as instalações militares em troca de o Teerão reduzir o seu programa nuclear.

Durante 12 anos, os países ocidentais temeram que o Irão utilizasse o seu programa nuclear para desenvolver armas nucleares, embora o regime do Teerão tenha sempre rejeitado esa intenção.