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França abre inquérito a atentado da Al-Qaeda na Costa do Marfim

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Entre os 14 civis mortos no ataque desta domingo à estância balnear de Grand-Bassam estava um cidadão francês. É o primeiro atentado terrorista a ter lugar na Costa do Marfim desde 2011

O Ministério Público francês anunciou na noite deste domingo a abertura de um inquérito ao ataque terrorista docorrida durante o dia na Costa do Marfim, que vitimou 22 pessoas, 14 das quais civis, um deles de nacionalidade francesa. Os media francófonos referem que é um procedimento comum da Justiça francesa quando há cidadãos do país entre as vítimas.

A Al-Qaeda para o Magrebe Islâmico (AQMI) reivindicou o ataque à estância balnear Grand-Bassam, a cerca de 40 quilómetros da antiga capital do país, Abidjan. No tiroteio deste domingo à tarde morreram ainda dois militares e seis membros da AQMI, segundo o balanço oficial divulgado pelo Presidente marfinense Alassane Ouattara.

Como sublinha o "Le Monde", a AQMI conseguiu "encontrar um ângulo morto" no aparato de segurança que o governo tinha implantado há dois meses em Abidjan e arredores, atacando com metralhadoras kalashnikovs a meca do turismo no país, classificada como património mundial pela UNESCO.

Desde 2014 que França usa a ex-colónia como base de operações antiterrorismo na região do Sahel, com três mil tropas instaladas no país desde então. A Costa do Marfim não era palco de atentados desde 2011, ao contrário dos vizinhos Chade, Mali, Níger e Camarões.

  • Pelo menos 16 mortos em tiroteio na Costa do Marfim

    Seis homens estiveram envolvidos nos disparos na estância turística - “muito frequentada por portugueses - localizada a 40 quilómetros da capital do país, Abidjan. O ataque foi reivindicado pela organização terrorista Al-Qaeda no Magrebe Islâmico