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EUA. Colorado vai debater terapia para “curar” gays

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PEDRO PARDO/GETTY

O Colorado prepara-se para debater este mês o fim da terapia para “curar” gays menores, que já foi proibida em estados como a Califórnia e Nova Jérsia

Setembro de 2012. Tinha tudo planeado. Brad Allen, de 31 anos, tinha decidido suicidar-se. Depois de vários anos a frequentar terapia para “curar” homossexuais – acreditando que tinha um problema que podia ser resolvido –, veio o cansaço. Mas uma epifania fez este pastor evangélico recuar.

“Pensava que tinha um problema, que era tóxico para os outros. Tinha um plano para suicidar-me e estava pronto para levá-lo adiante. Mas depois pensei: ‘Não és tóxico’”, conta Brad Allen ao “The Guardian”.

Funcionário de uma ONG e homossexual assumido, Brad diz que partilha hoje a sua história para eliminar preconceitos e influenciar a opinião pública, numa altura em que o estado norte-americano do Colorado se prepara para debater este mês o fim da terapia para curar gays menores.

Vários profissionais, como advogados e psicólogos, tentam demonstrar que este tipo de procedimento arruína vidas: pode conduzir à depressão ou mesmo ao suicídio de homossexuais.

O partido Democrata tem alertado que este tipo de terapia tem traumatizado várias crianças, que podem ter o seu futuro ameaçado face a uma visão preconceituosa e distorcida da realidade.

No lado oposto encontram-se os Republicanos e vários grupos religiosos conservadores de cristãos e evangélicos que defendem a terapia, que apelidam de “esforço de mudança da orientação sexual.”

Contestada por grupos de Direitos Humanos e LGBT, a terapia de “cura” para gays menores já foi proibida em estados norte-americanos como Califórnia e Nova Jérsia.