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Merkel favorável ao agravamento das leis do asilo

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STEPHANIE LECOCQ/EPA

No seu último discurso de campanha antes das eleições que se realizam domingo em três estados, a chanceler alemã voltou a prometer agilizar a expulsão de quem não tem direito a asilo

A chanceler alemã Angela Merkel defendeu este sábado o agravamento da legislação sobre o asilo, no seu último discurso de campanha antes das eleições que se realizam domingo em três estados, tendo centrado a sua atenção na problemática dos refugiados.

Para encerrar a campanha, a União Democrata Cristã (CDU) escolheu o estado de Baden-Wüttenberg, onde o partido conservador de Angela Merkel perdeu o governo nos últimos comícios para a coligação formada entre os Verdes e os Sociais-democratas.

A crise dos refugiados dominou a campanha e Merkel defendeu a sua decisão de abrir as fronteiras no final do ano passado, tendo em conta a situação que se estava a viver na Hungria, mas também defendeu que é preciso endurecer a legislação relativa ao asilo, lembrando a sua promessa de agilizar a expulsão de quem não tem direito a asilo.

"Devem abandonar o nosso país" e "perderam o vosso tempo" foram algumas das afirmações dirigidas aos milhares de imigrantes ilegais que entram no país.

Entre os aplausos dos militantes reunidos na localidade de Haigerloch, Merkel recordou todas as hipóteses e recursos que a Alemanha oferece para a integração dos refugiados e advertiu-os de que aceitá-los é um "dever" e não uma possibilidade.

A chanceler fez ainda referência aos graves acontecimentos registados em Colónia na passagem de ano, quando muitos homens terão agredido - alguns sexualmente - centenas de mulheres presentes no largo em frente à estação central de comboios.

Merkel destacou as reformas legais adotadas para reforçar o castigo e facilitar as expulsões dos estrangeiros que cometem crimes.

"Quem acredita que uma mulher não pode dizer nada, está simplesmente no país errado", defendeu.

Segundo as sondagens, em Baden-Württemberg, a CDU pode conseguir 29% dos votos, dez pontos menos do que há cinco anos, enquanto os Verdes obtêm 32% (mais oito pontos).