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Jornalistas e ativistas espancados na Inguchétia

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Um dos jornalistas divulgou nas redes sociais uma imagem da viatura incendiada

O ataque a um grupo de nove pessoas, que se deslocavam para a Chechénia para investigar violações dos direitos humanos, foi seguido por um outro ataque ao escritório de um destacado advogado de defesa dos direitos humanos

Ambos os casos ocorreram na quarta-feira na república da Inguchétia, da Federação Russa, mas as suspeitas da autoria dos mesmos remetem para a vizinha Chechénia.

O primeiro ataque ocorreu quando um grupo de nove pessoas, entre as quais ativistas e cinco jornalistas, se deslocava para Grozni, a principal cidade chechena, a fim de investigar violações dos direitos humanos. Atacantes encapuzados obrigaram o veículo em que seguiam a parar, quando este ainda se encontrava em território da Inguchétia. A viatura foi incendiada e os diversos elementos do grupo foram espancados, tendo recebido depois tratamento hospitalar, indicou o Comité para a Prevenção da Tortura (CPT), organização não governamental russa. Há indicações que um dos jornalistas espancados é sueco e outro norueguês. Os atacantes levaram dois telemóveis dos elementos do grupo.

Horas mais tarde, na cidade de Karabulak, na Inguchétia, o escritório de Dmitry Utukin, proeminente advogado que colabora com o CPT, foi também atacado por homens armados e encapuzados. “Homens armados chegaram às nossas instalações em cinco carros. Um deles destruiu a câmara de vigilância da entrada. Três outros entraram pela janela”, indicou Utukin. Na altura do ataque não se encontrava ninguém no escritório.

“Isto não seria no interesse do lado da Inguchétia, isto seria do interesse do lado da Chechénia”, afirmou o advogado em declarações à Agência France Presse, frisando que a Chechénia tem prestado “muita atenção” ao trabalho que o CPT tem efetuado sobre o seu território.