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Governo de Hollande faz concessões na contestada reforma laboral

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STEPHANE DE SAKUTIN

Protestos de meio milhão de pessoas na quarta-feira em toda a França, organizados por sindicatos em parceria com universidades e liceus, levam ministra do Trabalho a prometer alterar partes do contestado projeto de lei

Depois dos protestos em massa desta quarta-feira contra as políticas reformistas laborais de François Hollande — os primeiros a reunirem centenas de milhares de franceses em várias partes do país desde que o governo socialista tomou posse há quatro anos — a ministra do Trabalho decidiu fazer concessões aos sindicatos no quadro da reforma laboral que apresentou há cerca de um mês.

O primeiro dia de mobilização nas ruas, ontem, reuniu entre 224 mil e 500 mil pessoas em várias partes de França e parece ter sido suficiente para forçar Myriam El-Khomri a retroceder em algumas alíneas da contestada reforma, que já abriu inclusivamente cisões dentro do Partido Socialista francês.

"Há que responder a um determinado número de críticas", declarou a ministra esta quinta-feira numa entrevista à emissora de rádio France Info, destacando uma alteração à proposta de lei, relativa a contratos de trabalho a termo. A contestada reforma laboral foi preparada por Khomri e deverá ser aprovada em Conselho de Ministros no próximo dia 24 de março. Respondendo às críticas do seu partido, a ministra garantiu que "ouve as diferenças dentro da esquerda" mas que está no cargo "para servir o meu país" e que "esta reforma é necessária".