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Trump ganha no Michigan e no Mississippi, Cruz rouba-lhe o Idaho

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Os vencedores da noite: Trump (esq) venceu no Michigan e no Mississippi, Ted Cruz ficou em primeiro no Idaho e terá perdido o segundo lugar no Michigan para John Kasich (dta)

Chip Somodevilla

Como previsto por algumas sondagens, John Kasich conseguiu uma boa colocação no Michigan, alumiando as esperanças dos republicanos que continuam a tentar impedir a nomeação de Donald Trump

As vitórias de Donald Trump na terça-feira à noite, madrugada desta quarta em Portugal, nos estados do Michigan e Mississippi não só vêm pôr o magnata dois passos mais perto da nomeação do partido republicano, como voltam a demonstrar que a união dos seus rivais em torno de um objetivo comum — o de o destronar — de pouco ou nada serve.

Sem surpresas como a que abalou a corrida democrata esta madrugada, o magnata do imobiliário que continua a gerar ódios e extrema preocupação dentro e fora dos EUA venceu nos dois estados que mais delegados representavam de entre os quatro que foram a votos em primárias e caucuses republicanos (59 no Michigan e 40 no Mississippi). Mas falhou em garantir uma vitória no Idaho, onde a relativamente larga faixa de evangélicos deu os seus votos ao senador Ted Cruz, reforçando a sua retórica de que, neste momento, a corrida republicana está reduzida a dois candidatos e que os restantes deviam ir para casa.

Vários membros do Partido Republicano e o governador do Ohio John Kasich discordam. Na terça-feira, a poucas horas de mais esta etapa da corrida do Grand Old Party (GOP), analistas e estrategas conservadores previam que esta madrugada ia ser o "início de uma nova fase" na corrida republicana, muito por causa da subida em flecha de Kasich nas sondagens em apenas uma semana antes desta ida às urnas.

O exercício de desejo futuro poderá ter sido só isso mesmo, se o segundo lugar que Kasich terá conseguido alcançar no Michigan este noite tiver sido apenas um incidente de percurso. Por outro lado, o facto de provavelmente ter ultrapassado Ted Cruz no principal estado a votos esta noite, ficando logo atrás de Trump, poderá ser um indicador das boas hipóteses que tem de vencer na próxima terça-feira no seu estado-natal do Ohio e até noutros estados com demografias semelhantes, como o Illinois. É o que os republicanos "do sistema" desejam ardentemente.

Foi a partir do Ohio que Kasich celebrou a espécie de vitória. "Estamos muito satisfeitos com o que aconteceu, quando penso onde chegámos no grande estado do Michigan... fomos basicamente de um único dígito [nas sondagens] com as pessoas a dizerem 'é assim que vai ser' até ao que, com toda a probabilidade, será um segundo lugar", declarou a uma multidão de apoiantes em Columbus, onde já está em campanha para a próxima semana. "Na próxima semana vamos ganhar aqui no Ohio", prometeu.

Na próxima terça-feira, vão a votos em primárias e caucuses republicanos os estados da Flórida (99 delegados), Illinois (69), Missouri (52), Carolina do Norte (72) e Ohio (66). O importante a reter sobre essas votações é que nos casos da Flórida e do Ohio, o candidato que ficar em primeiro lugar nas votações chamará a si o total dos delegados em disputa, 165 — com o vencedor no Illinois a ficar com a maioria dos 69 delegados. Para garantir a nomeação do Partido Republicano, um candidato precisa de um mínimo de 1237 delegados eleitorais.

Horas antes de os republicanos irem às urnas no Michigan, Mississippi, Idaho e Hawai (os resultados deste último estado ainda não foram divulgados), o "Politico" avançava que Trump está a perder fogo nas sondagens de intenção de voto nacionais.