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Eslovénia e Croácia fecham fronteiras a todos os refugiados que não lhes peçam asilo

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Jeff J Mitchell/Getty Images

Ambos os países vão vedar o caminho aos refugiados que tentam chegar à Áustria, à Alemanha e a outros países do norte da Europa

A Eslovénia anunciou esta quarta-feira que vai introduzir mais restrições nas suas fronteiras como parte do contestado esforço europeu de fechar a rota dos Balcãs e canalizar "migrantes irregulares" de volta para a Turquia. De acordo com o "The Guardian", a Croácia já seguiu o exemplo, anunciando que vai aplicar as mesmas regras nas suas passagens fronteiriças.

A partir de agora, só entrarão em território esloveno e croata os requerentes de asilo que precisem de "ajuda humanitária urgente" e os que queiram permanecer nas duas nações, com ambas a bloquearem a passagem a todos os que tentam chegar à Áustria, à Alemanha e a outras nações do Norte da Europa, noticia a BBC. São os dois primeiros membros da UE e do espaço Schengen a aplicar tal medida.

Reagindo à decisão dos vizinhos, a Sérvia — que não é membro da União Europeia nem integra o Schengen — declarou que vai encerrar as suas fronteiras com a Macedónia e com a Bulgária a todos os refugiados e migrantes que não tenham "documentos válidos".

Com as recentes decisões, e apesar de alguns dos países da rota dos Balcãs não integrarem a zona de livre circulação de pessoas e bens, aumentam as dúvidas quanto às possibilidades de sobrevivência do espaço Schengen.

Oito dos estados que integram essa zona, incluindo a Áustria, a Hungria e a Eslováquia, já tinham reforçado os controlos fronteiriços, fazendo disparar os receios de uma crise humanitária de enormes proporções na Grécia — onde dezenas de milhares de migrantes estão presos há várias semanas sem possibilidade de avançarem para Norte e sob ameaça de serem "devolvidos" à Turquia.

Há um mês, um relatório da Comissão Europeia apontava que a reintrodução de controlos nas fronteiras e o eventual encerramento do espaço Schengen irá ter custos de entre 5 a 18 mil milhões de euros por ano para o bloco europeu.