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Internacional

Michigan. Coração da cintura industrial pode marcar “nova fase” para os republicanos

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Ty Wright

Grand Old Party (GOP) está a apostar fichas em John Kasich, que aparece a subir nas últimas sondagens de intenção de voto para as primárias desta terça-feira no Michigan. Donald Trump continua a liderar corrida, a par de Hillary Clinton do lado democrata

Uma semana depois da Superterça-feira, o dia em que mais de uma dezena de estados norte-americanos confirmaram a liderança de Donald Trump na corrida republicana e de Hillary Clinton na democrata, esta terça-feira 8 é dia de mais quatro estados irem a votos em primárias republicanas e dois em primárias democratas. E de entre esses seis, as atenções estão todas viradas para o Michigan, o primeiro estado da chamada "cintura industrial" dos Estados Unidos a ir a votos, onde os republicanos disputam esta noite 59 delegados eleitorais e os democratas uns estrondosos 147 delegados.

A julgar pelas mais recentes sondagens de intenções de voto para esta terça-feira, Trump e Clinton vão continuar a liderar as respetivas corridas, prevendo-se que fiquem em primeiro lugar nas votações e que, consequentemente, aumentem o número de delegados que irão representá-los nas convenções nacionais em julho, de onde sairá o vencedor de cada partido que será o candidato oficial à Casa Branca em novembro. Mas outras movimentações nas intenções de voto entre os eleitores do Michigan estão a alimentar as esperanças dos republicanos.

De acordo com o inquérito da Universidade de Monmouth divulgado esta segunda-feira, o senador Marco Rubio está a perder terreno na corrida republicana nesse estado, apresentando-se agora em quarto lugar, atrás de Trump, do senador Ted Cruz, que continua em segundo, e de John Kasich, que no espaço de uma semana subiu nove pontos percentuais, enquanto Trump caiu sete pontos percentuais no mesmo período de tempo.

No Michigan, cada candidato precisa de garantir pelo menos 15% dos votos para chamar a si parte dos delegados eleitorais em disputa, refere o "Politico" num artigo onde destaca a subida de popularidade do governador do Ohio nas intenções de voto. Tal ganha redobrada importância não só pelo facto de os republicanos continuarem a tentar encontrar um candidato tido como moderado que faça frente ao magnata de Nova Iorque, como pelo facto de o Michigan ser visto como forte indicador dos resultados finais das primárias de cada partido.

"Esta é uma nova fase", defende Denise DeCook, estratega republicana que trabalha na firma de consultoria Sterling Corp., com sede em Lansing, no Michigan. "Kasich é uma espécie de filho favorito aqui. Ele fala a nossa língua. E se Kasich conseguir ficar em primeiro ou em segundo lugar no Michigan, a apenas uma semana da votação no Ohio, isso vai continuar a impedir Donald Trump de conseguir a nomeação" do partido.

Também pode dar-se o caso de ser Cruz a sair melhor na fotografia, aumentando as possibilidades de disputar a nomeação com Trump. Pelo contrário, se for o magnata a firmar mais esta vitória eleitoral, conseguirá provar que é mesmo capaz de atrair eleitores de todos os estratos e grupos sociais, aumentando as possibilidades de ser o candidato republicano a disputar a presidência no final do ano.

Esta noite, madrugada de quarta-feira em Portugal, os republicanos vão a votos no Michigan, Mississipi, Idaho e Hawai, disputando um total de 150 delegados eleitorais nos quatro estados. Para garantir a nomeação do partido, um candidato precisa de garantir um mínimo de 1237 delegados na convenção nacional de julho.

Do lado democrata, só os estados do Michigan e do Mississipi escolhem esta terça-feira os seus candidatos (os caucuses do partido no Idaho estão marcados para 22 de março e no Hawai para 26 de março). De acordo com o calendário do "New York Times", estarão esta vterça-feira em disputa 189 delegados eleitorais democratas, incluindo dezenas de superdelegados que têm liberdade de voto na convenção nacional. O mínimo de delegados requeridos para garantir a nomeação democrata é de 2383.