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Livraria de Hong Kong destrói 45 mil obras para ajudar à libertação de livreiros

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PHILIPPE LOPEZ/Getty Images

Último funcionário da livraria Causeway Bay Books, onde trabalhavam quatro dos cinco livreiros de Hong Kong desaparecidos no final do ano passado, diz que tomou a decisão em parceria com a mulher de Lee Bo

Pelo menos 45 mil publicações banidas na China, por serem críticas do Partido Comunista Chinês, foram destruídas na esperança de facilitar a libertação do livreiro de Hong Kong com cidadania britânica Lee Bo, noticia esta terça-feira o "South China Morning Post".

A informação foi avançada ao jornal por Woo Chih-wai, a última pessoa a trabalhar na livraria Causeway Bay Books. Juntamente com a mulher de Lee Bo, Woo ofereceu-se para ajudar a gerir a livraria após o desaparecimento dos seus quatro associados no ano passado — que, foi entretanto confirmado, foram detidos pelas autoridades chinesas e levados para a China continental.

"Conheço Lee desde 1993 e decidi ajudá-lo no início de novembro quando Gui Minhai desapareceu na Tailândia", explicou Woo, de 75 anos, ao jornal. "Depois três outros funcionários da loja foram desaparecendo um a seguir ao outro."

A notícia da destruição das dezenas de milhares de livros surge um dia depois de dois dos cinco livreiros desaparecidos, Lui Por e Cheung Chi-ping, terem regressado a Hong Kong na segunda-feira. O caso tem gerado condenação global ao regime chinês, com o Reino Unido a acusar a China, em meados de fevereiro, de ter violado o tratado sino-britânico assinado em 1984, quando o Reino Unido entregou a a administração da região de Hong Kong às autoridades chinesas.