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Dia Internacional da Mulher. Progressos no mundo de trabalho são “​marginais”​

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Rui Duarte Silva

Esta terça-feira, dia 8 de março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher. A data evoca a luta pelos direitos das trabalhadoras fabris nos EUA, no fim do século XIX, e lembra que a igualdade de género ainda está longe de ser uma realidade

Reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1975, o Dia Internacional da Mulher, que se assinala hoje, dia 8 de março, representa várias décadas de luta pela igualdade de género.

No final do século XIX, milhares de mulheres saíram às ruas, reinvindicando o direito de sufrágio, uma menor carga horária ou o fim das desigualdades salariais. O dia 25 de março de 1911 constitui um dos dias mais simbólicos dessa luta, quando um grupo de operárias da fábrica Triangle Shirtwaist, em Nova Iorque, resolveu protestar contra as más condições de trabalho, tendo 146 delas acabado por morrer num incêndio no local.

Mais de um século depois, as mulheres consideram que as melhorias do mercado de trabalho são diminutas, revela um estudo divulgado esta terça-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Olhando para os números elas têm razão. Desde 1995, o índice de emprego das mulheres melhorou apenas 0,6% face aos homens, de acordo com o organismo. Em termos de desemprego, as mulheres também continuam a liderar o ranking (6,2%) a nível mundial, tendo aumentado igualmente o número de mulheres jovens sem emprego.

Por outro lado, mesmo nos países onde as mulheres têm acesso mais facilitado a empregos mantêm-se as preocupações relativas às condições de trabalho. Normalmente trabalham mais horas e recebem menos.

“Há enormes desafios para as mulheres no que diz respeito a encontrar e manter empregos decentes. Nas suas vidas de trabalho, as mulheres continuam a enfrentar significativos obstáculos”, afirmou Guy Ryder, diretor-geral da OIT, citado pela BBC.

De acordo com o responsável, os progressos relativos às mulheres no mercado de trabalho são “marginais” e continuam limitados a certas regiões do mundo. Exemplo disso é a ocupação feminina de cargos de chefia nas empresas, que aumentou 3 pontos percentuais para 24% nos últimos cinco anos. A Rússia lidera a lista de países onde mais mulheres ocupam lugares de topo nas empresas, enquanto o Japão surge na última posição no ranking.