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Schäuble recomenda que Portugal respeite avisos da União Europeia

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FACUNDO ARRIZABALAGA/EPA

Comentário do ministro das Finanças alemão foi feito à entrada da reunião do Eurogrupo que decorreu em Bruxelas

Ainda que Portugal não seja tema de agenda na reunião que esta segunda-feira junta em Bruxelas os ministros das Finanças da zona euro, o ministro alemão disse à chegada ao encontro que o país deve dar ouvidos aos avisos da União Europeia. Citado pelo jornal “Observador”, Wilfgand Schäuble referia-se a políticas públicas.

Os programas de assistência à Grécia e a Chipre, um praticamente no início e outro no final, dominam a reunião do Eurogrupo.

Embora os ministros também vão passar em revista o processo de políticas orçamentais dos países do euro, e seja provável uma declaração após uma análise à execução dos projetos de orçamento para 2016 apresentados em outubro pelos Estados-membros, não haverá qualquer novidade em relação a Portugal, que só em fevereiro apresentou o seu plano orçamental para o ano em curso, "validado" na anterior reunião do Eurogrupo.

Novidade será o facto de esta ser a última reunião do Eurogrupo antes que Chipre dê por concluído, no final do mês, o seu resgate, que se prolongou por três anos, e que implicou a execução de um programa de ajustamento em troco de uma assistência de cerca de 100 mil milhões de euros.

Tal como os últimos países a concluírem programas de assistência externa, casos de Irlanda e Portugal, também Chipre deverá poder anunciar a chamada "saída limpa", ou seja, sem qualquer outra medida de apoio para regressar aos mercados.

Diferente é o caso da Grécia, que negoceia ainda com os seus credores as medidas pendentes necessárias, sobretudo no campo do ajustamento orçamental e reforma do sistema de pensões, com vista à conclusão bem sucedida da primeira revisão do seu terceiro "resgate", iniciado no ano passado.

Portugal, que estará representado na reunião pelo ministro Mário Centeno, só esta terça-feira voltará a ser alvo de análise do executivo comunitário, que vai tomar decisões sobre os procedimentos por desequilíbrios macroeconómicos que tem em curso.