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Regressam a Hong Kong dois dos livreiros desaparecidos

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Lam Yik Fei/GettyImages

Lui Por e Cheung Chi-ping tinham deixado de ser vistos no outono passado. Pequim acabou por admitir tê-los sob custódia, libertando-os agora. À chegada, ambos pediram à polícia para encerrar a investigação sobre o seu desaparecimento

Dois dos cinco livreiros de Hong Kong desaparecidos, regressaram esta semana à cidade, após meses de permanência na China, sob custódia das autoridades deste país.

Lui Por e Cheung Chi-ping, ambos funcionários da editora Mighty Current Media, conhecida por lançar obras indesejadas pelo regime de Pequim, tinham deixado de ser vistos no outono passado. Tal como dois dos seus colegas, apareceram recentemente na televisão chinesa a afirmar que a sua detenção se deveu ao facto de venderem milhares de livros ilegais.

Na sexta-feira, a polícia de Hong-Kong emitiu um comunicado onde confirmou que Lui Por pediu para que fosse fechada a investigação relacionada com o seu desaparecimento, o mesmo procedimento que Cheung Chi-ping solicitou quando se apresentou, no domingo.

A libertação dos dois homens era esperada, tal como a de Lam Wing-kei, os três livreiros que Pequim acabou por admitir ter sob custódia, após a pressão efetuada pela comunidade internacional, após o caso ter ganho visibilidade. As autoridades chinesas garantiram depois que os três seriam libertados sob fiança, em virtude de terem mostrado uma “boa atitude”.

Continua, no entanto, a ser desconhecido o destino dos outros dois livreiros, Gui Minhai e Lee Bo, ambos com passaportes europeus.

  • “Libertem os livreiros de Hong Kong agora!”

    Milhares de manifestantes reuniram-se este domingo em Hong Kong em nome da libertação de cinco livreiros que desapareceram misteriosamente desde outubro. A população suspeita que foram detidos pelas autoridades chinesas por causa da venda de livros críticos do regime. “Eles devem-nos uma resposta”, atirou um dos organizadores do protesto