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Internacional

Eurogrupo discute renegociação da dívida grega

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OLIVIER HOSLET

Tema só deveria estar em cima da mesa em abril

Afinal, a renegociação da dívida grega esteve já esta segunda-feira em debate na reunião do Eurogrupo que decorreu em Bruxelas. Na conferência de imprensa no final dos trabalhos do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, o ministro das Finanças holandês que lidera o grupo dos países da zona euro, reconheceu que há uma “forte ligação” entre as reformas exigidas a Atenas nos domínios da fiscalidade e das pensões e um eventual alívio da dívida.

“Se o Governo grego cumprir com os seus compromissos, faremos o que for preciso para que o serviço da dívida seja gerível. Hoje ficou explícito que a discussão está em cima da mesa”, salientou Dijsselbloem.

Ao fazer depender a renegociação da dívida das impopulares reformas exigidas pelos credores, Bruxelas aumenta consideravelmente a pressão sobre o Governo grego, ao afirmar que a obtenção de um acordo está dependente da sua capacidade para acelerar as reformas exigidas em agosto do ano passado, por altura da concessão do terceiro resgate desde 2010, desta feita no montante de 86 mil milhões de euros.

Há cerca de um mês, Poul Thomsen, o chefe do Departamento da Europa do Fundo Monetário Internacional (FMI), num artigo publicado num blogue da instituição financeira, qualificou o sistema de pensões grego como sendo de uma "generosidade inexequível", especificando que Atenas dedica o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto ao seu financiamento, o que compara com uma média europeia de 2%. Ainda segundo Thomsen, "o sucesso muito limitado da Grécia no combate à infame evasão fiscal" torna inevitável a reforma do sistema de pensões.