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Coreia do Norte volta a ameaçar EUA e Seul com ataque nuclear

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Regime de Kim Jong-un diz estar preparado para levar a cabo “ataque preventivo” perante o início, esta segunda-feira, dos novos exercícios militares conjuntos dos aliados na península coreana

O regime norte-coreano avisou na madrugada desta segunda-feira que vai levar a cabo um "ataque nuclear preventivo e ofensivo" em resposta a exercícios militares conjuntos dos Estados Unidos e da Coreia do Sul que têm decorrem esta segunda-feira na península.

A ameaça foi feita num comunicado da Comissão de Defesa Nacional da Coreia do Norte, divulgado pela agência estatal KCNA, onde o comando supremo das forças armadas promete levar a cabo um "ataque nuclear preventivo em nome da justiça" perante "os exercícios militares conjuntos dos inimigos, vistos comos os exercícios de guerra nuclear menos disfarçados de sempre e que têm como objetivo violar a soberania da República Popular Democrática da Coreia", lê-se no documento.

Correspondentes no terreno, como Paula Hancocks, da CNN, dizem que este tipo de ameaça é "típico" por alturas dos exercícios militares conjuntos que os Estados Unidos e o aliado do Sul levam a cabo anualmente. "Eles [norte-coreanos] já fizeram esta ameaça antes, este tipo de ameaças é esperado nesta altura do ano", disse a enviada do canal americano a Seul. Desde a década de 90 que os dois países exercitam os seus músculos militares, entre março e abril, para treinarem respostas a eventuais ataques da Coreia do Norte.

Na última sexta-feira, o regime já tinha avisado estar preparado para usar armas nucleares "a qualquer momento". Apesar de estas ameaças serem comuns, Hancocks nota que as tensões este ano estão ainda mais altas do que o normal após os Estados-membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas terem aprovado um novo pacote de sanções a Pyongyang em resposta a recentes testes de mísseis e da bomba H.

Este ano, as manobras conjuntas em território sul-coreano vão contar com a participação de cerca de 15 mil soldados norte-americanos, quase o dobro dos que integraram os exercícios em 2015, aponta a agência sul-coreana Yonhap. No ano passado, por alturas dos exercícios militares 'Key Resolve' e 'Foal Eagle', o regime de Kim Jong-un tinha ameaçado os EUA com "um mar de fogo" como retaliação.

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul já reagiu ao comunicado deste ano, deixando avisos a Pyongyang contra "qualquer ato irracional que traga destruição para si próprio". "Se a Coreia do Norte ignorar os nossos avisos e nos provocar, o nosso exército irá responder firmemente e sem misericórdia", disse o porta-voz do exército sul-coreano Moon Sang-gyun.