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Sociais-democratas vencem sem maioria legislativas na Eslováquia

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Robert Fico, primeiro-ministro da Eslováquia

DAVID W CERNY/REUTERS

Partido do atual primeiro-ministro, Robert Fico, elegeu 49 deputados, pouco mais de metade dos que detinha na anterior legislatura

O partido social-democrata ganhou as eleições legislativas eslovacas realizadas no sábado, com 28,3% dos votos e 49 deputados eleitos, mas ficou muito distante dos 83 deputados que tinha no parlamento, indica a agência noticiosa EFE.

Com 99,96 por cento dos votos escrutinados, a permanência no poder do primeiro-ministro social-democrata, Robert Fico, mantém-se complicada, numa altura em que oito formações políticas têm assento parlamentar.

“Devemos manter a cabeça fria”, disse Fico na madrugada de hoje, recordando que o país tem como desafios a crise dos refugiados e a presidência rotativa da União Europeia, a partir de julho.

O primeiro-ministro reconheceu que “as pessoas decidiram” em consciência, mas observou que alguns partidos não deviam ter assento no parlamento, numa alusão aos ultranacionalistas do LSNS (Partido Popular Nova Eslováquia), uma formação apelidada de neonazi que obteve 8% dos votos.

Fico avisou ainda que “formar Governo vai demorar mais do que é normal” e obrigar a negociações com outras forças políticas.

Os ultranacionalistas do LSNS, dirigido por Marian Kotleba, que obtiveram 14 lugares no parlamento, foram a grande surpresa, ao tornarem-se a quinta força política. Kotleba é o governador da região Banska Bystrica.

O partido liberal SaS, de Richard Sulikm, obteve 12,1% dos votos e 21 deputados, convertendo-se no líder do centro-direita, à frente do partido OLANO, com 11% dos votos e 19 deputados.

O partido nacionalista SNS, que foi parceiro dos sociais-democratas na legislatura 2006-2010, regressa ao parlamento com 8,6% dos votos e 15 deputados, seguido dos ultranacionalistas do LSNS, com 8%.

O movimento SME Rodina (Somos Família) obteve 6,6% dos votos e onze deputados com a sua retórica nacionalista e anti-imigração.

Os partidários moderados do conservador Most-Hid obtiveram 6,5% (onze deputados), e ficaram à frente dos conservadores do SIET, que obtiveram apenas 5,6% dos votos quando as sondagens o colocavam na segunda posição.

Para formar Governo, Fico necessita de coligar-se a outras formações políticas enquanto o centro-direita precisaria de formar uma coligação mais complicada de cinco forças políticas para ter maioria suficiente para governar.