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China prevê crescer entre 6,5 e 7 por cento

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Primeiro-ministro chinês Li Keqiang apresenta XII Plano Quinquenal na Assembleia Nacional Popular

JASON LEE/REUTERS

Em 2015, a economia chinesa cresceu 6,9%, o ritmo mais baixo dos últimos 25 anos e aquém dos 7% que tinha estimado

A China, a segunda economia mundial, espera que o seu Produto Interno Bruto (PIB) cresça este ano entre 6,5 e 7 por cento, segundo as linhas gerais do XIII Plano Quinquenal 2017-2020.

As linhas gerais do XII Plano Quinquenal chinês estão a ser apresentadas pelo primeiro-ministro Li Keqiang à Assembleia Nacional Popular (ANP), o órgão máximo legislativo chinês, cuja reunião anual arrancou hoje.

No discurso perante a ANP, Li Keqiang confirma também o aumento da despesa com a Defesa em 7,6% em 2016, como já havia anunciado na sexta-feira a porta-voz da Assembleia, Fu Ying.

Este é o menor crescimento do orçamento da Defesa dos últimos seis anos.

Em relação ao PIB, a China espera que chegue aos 90 mil milhões de yuan (13,8 mil milhões de dólares) em 2020, ainda inferior ao atual PIB dos Estados Unidos da América (mais de 17 mil milhões de dólares em 2015), a primeira economia mundial.

Em 2015, a economia chinesa cresceu 6,9%, o ritmo mais baixo dos últimos 25 anos e aquém dos 7% que tinha estimado.

No mesmo período, o setor dos serviços representou pela primeira vez mais de metade do Produto Interno Bruto (PIB), à frente da indústria e agricultura.

As perspetivas para este ano, hoje apresentadas por Li Keqiang, indicam ainda que a inflação se mantenha em torno dos 3% e a criação de 10 milhões de postos de trabalho urbanos (depois de em 2015 terem sido gerados 13,12 milhões).

Por outro lado, a China vai aumentar o teto máximo do seu défice público para 3% do PIB, para dinamizar o crescimento económico.

Segundo o documento apresentado à ANP, Pequim vai também criar um fundo de 100 mil milhões de yuan (cerca de 14 milhões de euros) para subsídios e compensações para trabalhadores que percam o emprego no âmbito do processo de reestruturação industrial.

Li Keqiang sublinhou que "o excesso de capacidade [industrial] é um problema sério em alguns setores" e que algumas empresas "estão a ter problemas".