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Turquia condena dois sírios a prisão pela morte de Aylan Kurdi

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Mufawaka Alabash e Asem Alfrhad foram julgados em Bodrum, a cidade onde o corpo do bebé sírio deu à costa em setembro do ano passado

Um tribunal turco condenou esta sexta-feira dois cidadãos sírios a penas de quatro anos de prisão pelo seu envolvimento na morte de cinco pessoas, entre elas Aylan Kurdi — o bebé sírio de três anos que morreu afogado na travessia do mar Egeu, em setembro do ano passado, tornando-se um símbolo maior dos horrores que os refugiados atravessam para alcançarem a Europa.

Mufawaka Alabash e Asem Alfrhad foram julgados em Bodrum, a mesma cidade onde o corpo de Aylan deu à costa. Ambos foram declarados culpados de tráfico humano na rota do Egeu que liga a Turquia à Grécia. Depois da morte do pequeno Aylan, o seu pai, Abdullah Kurdi, regressou ao Iraque.

Dezenas de milhares de pessoas fugidas de guerras no Médio Oriente e África já morreram nesse grande cemitério marítimo desde 2013, quando as chegadas destes desesperados começou a gerar uma crise humanitária de proporções avassaladoras que continua até hoje sem respostas.