Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Russo poderá ser condenado a um ano de prisão por negar existência de Deus

  • 333

A lei, sob a qual a acusação foi apresentada, foi criada após a detenção das Pussy Riot devido à performance que fizeram na principal catedral ortodoxa de Moscovo

Viktor Krasnov, um homem de 38 anos do sul da Rússia, foi esta quarta-feira presente a tribunal, podendo vir a ser condenado até a um ano de prisão por ser acusado de insultar os sentimentos dos crentes religiosos com os comentários que efetuou na internet, nomeadamente por ter afirmado que “Deus não existe”.

“Se eu digo que a coleção de contos de encantar judaicos chamada de bíblia é uma completa treta, é o que é. Pelo menos para mim”, foi o que escreveu em 2014, num site humorístico de Stavropol, a sua cidade, negando depois a existência de Deus.

Comentários que deram depois origem à queixa, apresentada ao abrigo de uma controversa lei criada em 2013, na sequência da detenção das Pussy Riots pela atuação que levaram a cabo na príncipal catedral ortodoxa de Moscovo, segundo esclareceu o seu advogado Andrei Sabinin em declarações à Agência France Presse.

Krasnov foi submetido a exames psiquiátricos ao longo de um mês no ano passado, tendo sido concluído que não padece de nenhuma perturbação mental. Ele é um “simples ateu”, afirmou o seu advogado.

“Parece que nós precisamos também de uma lei para proteger os ateus”, escreveu o próprio Krasnov num site antigovernamental.