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Infanta Cristina depõe em tribunal: “Ele é que tratava das contas da família”

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JAIME REINA/GETTY

Chamada a depôr pela primeira vez no caso de fraude que envolve o seu marido, Iñaki Urdangarin, e outros 15 réus, irmã do rei Felipe VI de Espanha voltou a negar qualquer envolvimento ou conhecimento prévio dos crimes de que o marido é acusado

A irmã do rei Felipe VI de Espanha foi chamada esta quinta-feira a depôr em tribunal pela primeira vez desde o início do julgamento no âmbito do caso Noós, em que o seu marido, Iñaki Urdangarin, é um de 16 suspeitos de fraude fiscal e outros delitos financeiros.

No tribunal em Maiorca, a princesa respondeu apenas a questões colocadas pelo próprio advogado de defesa e voltou a sublinhar que nunca teve conhecimento de que o marido estivesse a cometer qualquer crime através da sua fundação, com sede nas Baleares.

Urdangarin é acusado de usar as suas ligações à família real espanhola para criar um negócio paralelo a partir dos fundos públicos que recebia para gerir o Instituto Noós, usando parte desse dinheiro para financiar casas de férias e outras despesas familiares.

Questionada pelo advogado sobre porque é que nunca perguntou ao marido como é que geria a sua fundação, da qual é sócia, Cristina disse "não eram assuntos que lhe interessassem". "Na altura os nossos filhos eram muito pequenos e eu estava muito ocupada", disse na sua aparição de 20 minutos em tribunal. "Ele estava a cargo das despesas familiares. Não me envolvi nisso", garantiu a irmã do atual Rei de Espanha. Se for considerada culpada, Cristina, de 50 anos, enfrenta uma pena de prisão até oito anos.