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Nova Zelândia. Votação final para escolha da bandeira já começou

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MARTY MELVILLE/GETTY IMAGES

Manterá o país a bandeira atual, com o símbolo da União e considerada pelo primeiro-ministro uma “relíquia colonial”? Ou vencerá a nova proposta, com uma samambaia? No dia 24 já se deve saber a resposta

Depois de um longo processo, iniciado em maio de 2015 e que poderá terminar com a escolha de uma nova imagem oficial para o país, os cidadãos da Nova Zelândia começaram esta quinta-feira a votar na sua bandeira preferida. À escolha têm dois modelos: a atual e o modelo finalista, eleito a partir de milhares de propostas submetidas a concurso.

As opções são, portanto, manter a bandeira atual, azul, com a bandeira da União à esquerda, em cima, e as quatro estrelas vermelhas que representam a constelação Cruzeiro do Sul; ou dar preferência à nova proposta, que mantém o fundo azul, mas inscreve a árvore característica do país, a samambaia, conservando também as quatro estrelas.

A fazer fé nas sondagens, a bandeira assinada pelo designer Kyle Lockwood e apurada como finalista não parece contudo ter muitas chances.

O referendo vai prolongar-se por três semanas e é defendido como uma oportunidade única pelo primeiro-ministro neozelandês, John Key, que o vê como uma hipótese para o país modernizar um dos seus símbolos nacionais - aliás, nunca foi alterado desde que o país se tornou independente do Reino Unido, em 1931.

“Se não votarem agora pela mudança, não poderão fazê-lo antes que nos tornemos uma República. Não acredito que isso aconteça enquanto eu viver”, declarou o primeiro-ministro.

Mas os mais críticos condenam o dinheiro gasto nesta iniciativa (com um custo estimado em 27 milhões de dólares - quase 25 milhões de euros), acusando John Key de apenas pretender criar um legado. Outros simplesmente não gostam da nova proposta, por considerar a bandeira muito parecida com a australiana.

O resultado preliminar da consulta será conhecido no dia 24 de março. A votação decorre exclusivamente via correio, tendo sido enviado um total de três milhões de impressos.