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“El Chapo” está “desesperado” e quer “negociar extradição com os EUA”

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El Chapo foi recapturado a 8 de janeiro

EPA

Um dos advogados de defesa do narcotraficante diz que o líder do cartel Sinaloa está a passar mal na prisão de Altiplano — para onde foi levado em janeiro após ter sido recapturado pelas forças mexicanas

Preso desde 8 de janeiro no centro de detenção de Altiplano, após uma operação especial das forças mexicanas alegadamente conduzidas até ele pela atriz Kate del Castillo e o ator norte-americano Sean Penn, Joaquín Guzmán — mais conhecido como "El Chapo" — está farto da prisão no México e quer negociar os termos da sua extradição com os Estados Unidos para poder sair daquele estabelecimento.

A notícia é avançada esta quinta-feira pelo "El País", que cita um dos advogados de defesa do líder do cartel Sinaloa. Segundo José Refugio, "El Chapo" está a sofrer de ataques de claustrofobia em Altiplano e pediu-lhe recentemente que negoceie com as autoridades norte-americanas os termos da sua extradição para o país.

Segundo o seu defensor, o traficante queixa-se de não conseguir dormir pois os guardas acordam-no de poucas em poucas horas para garantir que não volta a fugir.

"É possível chegar a um acordo lá", considera o advogado de Guzmán. "Vamos tentar negociar uma pena que seja mínima e tentar que não seja encarcerado numa prisão de máxima segurança." Ao telefone com o diário espanhol, Refugio diz que "El Chapo" está "abatido", que se tornou num homem inquieto e febril, e que não aguenta mais estar naquela prisão.

Tal deverá explicar o ato desesperado de negociar com os EUA, onde os narcotraficantes não costumam ser bem tratados e onde, em última instância, pode esperá-lo uma pena de prisão perpétua ou até a morte. Para poder ser extraditado, é preciso autorização e visto do governo mexicano — que depois de uma série de vergonhas que lhe foram infligias por Guzmán, leia-se as várias fugas de prisões de alta segurança no passado — poderá não querer deixá-lo ir para os Estados Unidos se isso implicar um acordo mais generoso para o barão da droga.