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China vai libertar “nos próximos dias” três dos cinco livreiros de Hong Kong

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PHILIPPE LOPEZ/Getty Images

Pequim garante que os três homens vão ser libertados como recompensa por “bom comportamento”, após terem ido à televisão assumir o crime de “comércio ilegal de livros”. Futuro dos outros dois livreiros desaparecidos, ambos com passaportes europeus, é incerto

Três dos cinco livreiros de Hong Kong que foram detidos pela China há dois meses vão ser libertados dentro de poucos dias, após terem feito uma confissão na televisão estatal, confirmaram as autoridades de Pequim às da ilha sob administração especial chinesa na noite desta quarta-feira, madrugada desta quinta-feira em Lisboa.

Em comunicado, a polícia de Hong Kong confirma a iminente libertação de Cheung Chi-ping, Lui Por e Lam Wing-kei, ainda que continue desconhecido o destino dos outros dois livreiros, Gui Minhai e Lee Bo, ambos com passaportes europeus.

Só um mês depois do desaparecimento dos cinco livreiros e das reações e exigências de explicações por vários países da comunidade internacional é que Pequim admitiu ter sob custódia os três livreiros que serão agora libertados sob fiança, devido à “boa atitude” manifestada ao terem aceitado ir à televisão "admitir" que cometeram o crime de "comércio de livros ilegais".

Ainda assim, vão continuar sob investigação e ainda não se sabe quando poderão voltar às suas casas em Hong Kong ou se, pelo contrário, terão de continuar na China continental.