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Têm 19 e 20 anos. São as milionárias mais novas do mundo

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Cada uma tem uma fortuna avaliada em cerca de 1110 milhões de euros. Quando fizeram 18 anos, Alexandra e Katharina Andresen receberam um presente muito especial: 80% das ações do pai na Ferd Holding, um conglomerado norueguês

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Acabou há meia dúzia de meses o ensino secundário. Conduz um carro em segunda mão e garante que é muito poupada. Alexandra Andresen tem 19 anos e é norueguesa. Este ano, pela primeira vez, entrou na lista dos mais ricos do mundo da revista “Forbes”, ocupando o 1476.º lugar – posição que partilha com a irmã mais velha Katharina –, com uma fortuna foi avaliada em 1200 milhões de dólares (qualquer coisa como 1110 milhões de euros). É a mais nova da lista.

Mas como é que uma miúda de 19 anos tem tanto dinheiro? É de família. Em 2007, o pai de Alexandra transferiu grande parte das suas ações na empresa Ferd Holding para as duas filhas. Tal como a irmã mais nova, também Katharina, de 20 anos, recebeu uma parte. Divisões feitas, neste momento cada uma das irmãs detém 42% das ações (mas o pai manteve os 70% no que toca ao direito de voto nas decisões da empresas).

Só recentemente é que a riqueza das irmãs foi conhecida, pois na Noruega são publicadas as declarações fiscais de todos os cidadãos com mais de 17 anos, explica o “Bussiness Insider”.

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“É uma grande responsabilidade. De certo modo, sinto que não fiz nada para merecer isto, mas ao mesmo tempo quero ajudar a desenvolver a Ferd e torná-la melhor”, disse Alexandra Andresen a uma publicação da empresa. Na altura, tinha acabado de receber as ações.

Apesar da ainda recente vida de empresária (pelo menos na teoria), a jovem dedica grande parte do seu tempo à equitação. É cavaleira profissional de dressage, uma das três modalidades equestres olímpicas. Foi por volta “dos três ou quatro anos” que começou nestas andanças, sobretudo por incentivo da mãe.

“Custa dinheiro manter um cavalo. O facto é que os recursos da minha família deram-me muitas oportunidades, especialmente na equitação, porque é uma atividade que requer muito capital”, justificou a mais nova milionária de 2016, que aos 11 anos foi estudar para um colégio interno no Reino Unido.

Mesmo assim, Alexandra garante que poupar é uma palavra de ordem e uma ação que desde sempre está presente no seu dia a dia: “Sou poupada. Aliás, sempre fui. Sempre guardei a mesada, os prémios em dinheiro que ganhei nas competições e também o que às vezes recebi como presente de aniversário. Permitia que comprasse alguma coisa que realmente queria, como por exemplo uma mala ou uns sapatos, sem ter que pedir dinheiro aos meus pais”.

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“O apelido vem associado ao dinheiro e isso é alvo de muitas questões”

Katharina é um ano mais velha do que Alexandra. Atualmente estuda Ciências Sociais na Universidade de Amesterdão, na Holanda. É a segunda milionária mais nova listada pela “Forbes” este ano. Tal como a irmã, tem uma fortuna avaliada em 1200 milhões de dólares.

“Há prós e contras de pertencer a esta família. Sem dúvida, há muita pressão e perguntas desconfortáveis. O nosso apelido vem associado a dinheiro e a riqueza e isso é alvo de muitas questões”, conta Katharina, citada pelo jornal britânico “The Telegraph”.

A mais velha das irmãs milionárias parece ser a que mais interesse tem em seguir as pisadas da família e trabalhar na Ferd. Está associada aos projetos filantrópicos da empresa e, em 2014, já participou em palestras cujo público alvo eram os jovens desempregados.

“Se quisesse poderia não trabalhar, não fazer certas coisas, mas farei parte da comunidade e estou ansiosa para que isso aconteça”, garante.

Tal como Alexandra, escreve a imprensa internacional, Katharina mantém uma vida discreta e de poucas extravagâncias. “O nosso pai tem uma regra: podemos comprar um bom carro mas tem de ser em segunda mão”, referiu a título de exemplo.

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O negócio do tabaco que acabou por questões éticas

A Ferd foi fundada em 1849 pelo pai do trisavó das duas irmãs Andresen. Inicialmente, a fortuna e negócio cresceram sobretudo devido ao fabrico do tabaco J.L. Tiedemanns. Ao longo de 50 anos, a marca liderou no mercado norueguês, mas em 2005 a família decidiu vender as indústrias de cigarros, alegando questões éticas.

Atualmente, segundo a “Forbes”, a Ferd é uma holding que se expandiu para diversas áreas de interesse como capital privado, imóveis, segurança privada e investimento em títulos.